segunda-feira, 9 de julho de 2018

Mario Sergio Cortella - Democracia

"As eleições fazem parte do patrimônio da democracia e não um encargo"
"A democracia permite as discussões de outros conceitos e práticas políticas que nos regimes ditatoriais seriam impensáveis"


Uso consciente do solo e da água: Questão desafio

Questão trabalhada no simulado do 2º Bimestre do Colégio CED Myriam Ervilha.

Analise a imagem abaixo e leia o texto para responder à questão:
I- Analise a imagem:

II- Leia o texto
Fossa séptica: consiste em um sistema de tratamento de esgoto sanitário que ocorre em domicílios. É uma unidade que atua química e fisicamente nos dejetos. Por ser mais utilizada na zona rural (por não ter tratamento de esgoto), a fossa séptica atua purificando a água vinda dos vasos sanitários para ser devolvida ao meio ambiente com o mínimo de impacto ambiental. (www.infoescola.com/ecologia/fossa-septica/)

III – Leia o texto:
“O descaso com as fossas causa uma série de consequências tanto para as pessoas que vivem naquele lugar, sem o tratamento adequado, bem como para o meio ambiente.” (...)

“Além da contaminação do lençol freático, também o assoreamento de áreas de nascentes, impermeabilização do solo e o esgoto em contato direto com as fontes de água sejam rios ou nos próprios poços.” (...)

“O desenvolvimento das cidades muitas vezes não é acompanhado pela construção de redes de esgoto. E a combinação de poços e fossas nos quintais das casas facilitou e muito a contaminação dos lençóis freáticos”. (...) (www.limpafossa.com.br/problemas-causados-por-descasos-com-fossas/)

Com base nas informações acima escreva um pequeno parágrafo (mínimo de 3 máximo de 5 linhas) mostrando os principais problemas causados pelo mau uso das fossas na região do Setor habitacional Água Quente-DF.


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Atividade diferenciada: Revisão Grécia e Roma


1 - Analise a imagem abaixo e assinale a alternativa correta referente a política feita por Caio Graco que facilitava a compra de trigo pelos plebeus na tentativa de diminuir a fome na população mais carente.
A – (   ) LEI FRUMENTÁRIA                                B – (   ) LEI LATIFUNDIÁRIA

2 – A imagem abaixo é do filme: Asterix e Obelix contra César e faz referência a invasão dos romanos as terras dos dois personagens principais. Assinale a alternativa que corresponda corretamente o nome do povo conquistado por Júlio César representado de maneira bem humorada na cena abaixo. 
A – (   ) Gauleses                                           B – (   ) BRETÕES

3 – Com base na imagem abaixo assinale a alternativa que representa a cidade-estado grega que desenvolveu o conceito de DEMOCRACIA: 
A – (   ) TEBAS                                                        B – (    ) ATENAS

4 – O direito das mulheres é uma conquista ocidental recente. No mundo Antigo, sobretudo na Grécia as mulheres não tinham participação política, porém em algumas cidades-estados elas poderiam participar de atividades públicas. Assinale a alternativa que apresenta a cidade grega que permitia uma pequena participação da mulher na vida pública:

A – (    ) ATENAS                                                    B – (    ) ESPARTA

5 - A imagem abaixo faz referência a uma parte da cidade de Atenas importantíssima, no qual estavam os principais prédios públicos e religiosos da pólis. Assinale a alternativa que representa corretamente o termo utilizado para chamar essa parte específica da cidade: 

A – (   ) ACRÓPOLE                                                           B – NECRÓPOLE

6 – A imagem abaixo é do filme: SPARTACUS, de Stanley Kubrick. Sabendo que Spartacus era escravo que que morreu durante uma tentativa de libertar-se da escravidão assinale a alternativa que apresente a opção correta na forma que uma pessoa poderia se tornar escrava em Roma durante o fim da República e início do Império.
A – (   ) Guerra                                                                      B – (   ) Apostas

7 – Alexandre o Grande foi responsável por difundir (espalhar) a cultura grega por várias partes da Europa, Ásia e África. Assinale a alternativa que apresenta corretamente esse conceito de Alexandre em levar a cultura grega para povos orientais:

A – (   ) HELENISMO                                                          B – (   ) ALEXANDRISMO

8 – Eneias, um grande personagem da mitologia é responsável pela criação de umas maiores cidades da antiguidade clássica. Sua história foi relatada pelo poeta Virgílio e escrita na obra ENEIDA. Assinale a alternativa que apresenta a cidade que, de acordo com a mitologia, foi criada a partir das viagens de Eneias e seus descendentes:
A – (    ) ROMA                                                                    B – (    ) ARGOS.


“A ira nada pode sem a força.”
                                                                          Tito Livio 



terça-feira, 3 de julho de 2018

A PEDAGOGIA DOS CARACOIS


    Os caracóis são moluscos lerdos. Andam muito, muito devagar. Ninguém tomaria os caracóis como exemplos. Embora suas conchas sejam belas e construídas com precisão matemática, o que chama a atenção de quem os observa é sua pachorra. Caracóis não tem pressa. Falta-lhes dinamismo, uma virtude essencial àqueles que vivem no mundo moderno. Quem anda devagar fica para trás.
     Quem iria imaginar que um educador, ao observar um caracol, tivesse uma inspiração pedagógica? Pois foi o que encontrei numa revista italiana que se dedica a pensar os rumos da escola, Cem Mondialità. A fotografia que ilustra o referido artigo é a de um menino, rosto apoiado na carteira, a observar tranquilamente um caracol que se arrasta sobre a tampa da carteira. E o título do artigo é “A pedagogia do caracol”. Caracol tem pedagogia a ensinar? O autor conta o sucedido com uma menininha que, ao voltar para a casa, queixou-se à mãe: “Mamãe, os professores dizem ‘É preciso andar rápido, nada de vagareza, para frente, para frente. Mamãe, onde é a frente?” E aí ele passa a falar sobre a virtude pedagógica da vagareza. Pode ser que “chegar na frente” não seja tão importante assim! Quem sabe o “estar indo” é mais educativo que chegar! No “estar indo” aprende-se um jeito de ser. Nietzsche se ria dos turistas que subiam as montanhas como animais, estúpidos e suados. Não haviam aprendido que há vistas maravilhosas no caminho que sobe… Riobaldo concordaria e acrescentaria: “O real não está nem na saída e nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.” O adágio da Sonata ao Luar tocado “presto” seria um horror. As notas seriam as mesmas. Mas a beleza não se encontra no presto; ela está é na vagareza do “adágio”. Ele aconselha os professores a estarem com seus alunos no ritmo “adágio”. Sem pressa. A lentidão é uma virtude a ser aprendida num mundo em que a vida é obrigada a correr ao ritmo das máquinas. Gastar tempo conversando com os alunos. Saber sobre as suas vidas, os seus sonhos. Que importa que o programa fique atrasado? A vida é vagarosa. Os processos vitais são vagarosos. Quando a vida se apressa é porque algo está não vai bem. Adrenalina no sangue, o coração disparado em fibrilação, diarreia. Observar as nuvens. Conversar sobre as suas formas. A observação das nuvens faz os pensamentos ficarem tranquilos. As notícias dos jornais são escritas depressa. Por isso têm curta duração. Mas a poesia se escreve devagar. Por isso ela não envelhece. É sempre nova. Inventaram essa monstruosidade chamada leitura dinâmica. O que a leitura dinâmica pressupõe é que um texto é feito com poucas ideias centrais, tudo o mais sendo encheção de linguiça. A técnica da leitura dinâmica é ir direto às ideias centrais desprezando o resto como lixo. Já imaginaram sexo dinâmico, sexo que dispensa os “entretantos” e vai direto ao “finalmente”? Essa é uma maneira canina de fazer amor. Mas não é isso a que os jovens são obrigados quando, ao se preparar para o vestibular, se põem a ler “resumos” de obras literárias? Um resumo de uma obra literária é o resultado escrito de uma leitura dinâmica. É preciso ler tendo a lesma como modelo… Devagar. Por causa do prazer. O prazer anda devagar. Você leu esse artigo dinamicamente ou lesmicamente?


http://www.institutorubemalves.org.br/a-pedagogia-dos-caracois/

sábado, 30 de junho de 2018

Suicídio: prevenção requer informação e vigilância por parte de famílias e escolas


A tragédia individual de interromper a própria trajetória no mundo. O rastro devastador de sentimento de culpa e dúvida deixado em “quem fica” pelo corte violento da saída de cena abrupta de uma pessoa querida, seus planos, sonhos e capacidade de trocar afeto. Esses dois motivos principais, entre vários outros, gerados por dezenas de fatores, transformaram o suicídio em um problema crescente de saúde pública, capaz de atrair atenção obrigatória das partes responsáveis das sociedades no mundo. Aqui no Brasil o fenômeno começa, aos poucos, a ocorrer. Nem mesmo os pesquisadores e especialistas mais refinados conseguem mapear e antecipar em todos os casos, na ampla diversidade de fatores existentes, a combinação daqueles que levam a pessoa a colocar ponto final na existência. A culpa de familiares e pessoas próximas por não ter percebido o caminho a ser feito pelo suicida ainda no ensaio não deve, portanto, existir. Mas quando o país estremece diante do suicídio de três jovens de classe média alta em menos de 21 dias, ocorridos e anunciados em abril por dois colégios particulares de elite em São Paulo, dois no Bandeirantes, do bairro da Vila Mariana, e um no Agostiniano São José, de Belém, a oportunidade para uma reflexão que ligue o tema ao universo da educação está colocada. Para além de existirem, ou não, motivações ligadas às escolas nestes casos, o que, afinal, gestores e educadores podem fazer em seus ambientes de trabalho para ajudar a identificar jovens e adolescentes deprimidos, com distúrbios psiquiátricos ou abalados por algum impacto negativo profundo, e encaminhá-los ao tratamento antes que eles resolvam solitária e tragicamente a questão.
Karina Okajima Fukumitsu, pós-doutora pelo Instituto de Psicologia da USP e uma das coordenadoras do Programa de Prevenção e Posvenção do Suicídio, foi chamada pela direção do Bandeirantes em 11 de abril, dia seguinte ao primeiro episódio, de um adolescente de 16 anos, estudante do segundo ano médio. A psicoterapeuta não deu qualquer detalhe sobre a identificação ou a ação dos jovens, nos dois episódios, em entrevista a Educação, mas outras fontes revelam que o primeiro caso pode ter sido mais estudado e planejado pelo rapaz, envolvido há algum tempo num tratamento para depressão. Tirou a própria vida um dia antes do início de avaliações do bimestre, sem deixar explicação. “Amado, doce, sensível, inteligente. Aplicado, exigente, articulado. Carinhoso, protetor, amigo. Fiel, engajado, questionador e com olhar para as questões do mundo. Não tenho palavras para explicar”, escreveu seu pai no Facebook.
A psicoterapeuta começou a trabalhar no mesmo dia 11 de abril, numa reunião com educadores e gestores para planejar o trabalho de acolhimento dos alunos. Dois dias depois, reuniu a direção e a coordenação em seu consultório para novas orientações. No dia 20, uma sexta-feira, deu palestra para professores e funcionários da escola. Na noite de 21 para 22, abalado por um choque inesperado (teria visto a moça por quem era apaixonado com outro jovem), o segundo adolescente, de 17 anos, aluno do terceiro ano médio, voltou para casa e cometeu suicídio, igualmente sem deixar explicações.
“Neste momento em que questionam a direção do Bandeirantes, é preciso lembrar: a direção foi transparente no anúncio dos casos, que, diga-se, não ocorreram em seus limites. E também responsável desde o primeiro episódio”, enumera Karina. “Além disso, eram dois meninos inteligentes, afetuosos, de famílias esclarecidas. Não sofriam bullying e tampouco se conheciam, o que, a meu ver, invalida a tese de contágio. O colégio, em seus 74 anos de existência, tinha registrado dois casos de suicídio, um há 30 anos e outro 15 anos atrás. Não parece razoável considerar esse dado uma distorção em uma instituição que trabalha com quase 3 mil alunos a cada ano.”
Mas e o fato conhecido de que o Bandeirantes e o Agostiniano possuem em comum um projeto pedagógico extremamente exigente, voltado à conquista do maior número de vagas e primeiras colocações nos principais centros acadêmicos do país, que provoca a desistência de boa parte dos alunos no meio do caminho? Poderia haver relação entre essa realidade e os episódios recentes?
A psicoterapeuta discorda. “As circunstâncias mostram que não. O Bandeirantes jamais escondeu seus objetivos. Alunos e pais têm orgulho deles, a exemplo dos dois adolescentes. Eles eram preparados, tiravam boas notas, estavam plenamente adaptados ao projeto. Mesmo assim, a direção pareceu-me comprometida com a avaliação constante de suas práticas e a busca de eventuais adequações. Mas abrir mão de um projeto pedagógico consagrado não me parece a melhor alternativa”, analisa. A gestão Agostiniano e a família do aluno da escola não comentaram o episódio.

Os números

Pelo menos 800 mil pessoas tiram a vida por ano no mundo, atesta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma a cada 39 segundos, ou 1,4% das mortes totais. Na média global, 10,7 a cada grupo de cem mil habitantes, sendo 15 por cem mil homens e 8 por cem mil mulheres. As chances de a estimativa ser modesta são grandes: técnicos da própria OMS acreditam que apenas 60 dos 172 países integrantes enviem dados efetivamente confiáveis. O problema é que 78% dos suicídios registrados, praticamente oito a cada dez, ocorrem justamente nos países suspeitos de remeter informação imprecisa.
A Europa (14,1) lidera o ranking, seguida do Sudeste Asiático (12,9). Os países africanos (8,8) e das Américas (9,5) despertam na OMS as maiores desconfianças quanto à subnotificação. E, apesar da evolução nos últimos dez anos, o Brasil também precisa melhorar sua apuração de dados. A taxa atual, 5,1 por grupo de cem mil, nem está entre as maiores (a de homens nessa faixa é 9 por cem mil e a das mulheres, 2,4). Mas quando projetada sobre a população brasileira, de mais de 207 milhões de habitantes, produz números preocupantes como, por exemplo, os 10.575 suicídios registrados – 29 por dia; um a cada 49 minutos e meio – em 2016, último ano com taxa oficialmente apurada pelo Ministério da Saúde.
A marca anual brasileira subiu ano a ano na década de 2000. Chegou ao pico histórico de 11.736 em 2015 e caiu no ano seguinte. Mesmo com o recuo, o suicídio tornou-se a quarta maior causa de morte da população geral brasileira e a terceira entre homens dos 15 aos 29 anos. Na faixa dos 15 aos 19 anos, que abriga os adolescentes dos episódios de abril, a relação pulou de 2,9 para 4,2 entre 2011 e 2015, um aumento de preocupantes 45%. Entre dez e 14 anos, o salto foi ainda maior: de 0,5 para 0,8 por grupo de cem mil pessoas, ou 65% a mais. Entre os adultos (20 a 29 anos), o índice também aumentou. Foi de 5,2 para 6,5, um incremento de 23%. A escalada entre idosos com mais de 70 anos também preocupa, com 8,9 mortes por cem mil. E a dos índios provoca espanto: 15,2 a cada cem mil, a maior de todas as faixas.

Mulheres atentam mais contra a própria vida, mas escolhem métodos de menor poder letal. Por isso, homens formam maioria de casos em todo o mundo – no Brasil, correspondem a 79% do total. Seis em cada dez episódios de suicídio envolvem solteiros, viúvos, divorciados e solitários. Brancos brasileiros (5,9 por cem mil) interrompem a própria trajetória em escala maior que a dos negros (4,7). A notificação de tentativas e óbitos é obrigatória no país em até 24h desde 2011.
O cruzamento de tudo isso revela um cenário incômodo: apesar dos índices não alarmantes se comparados aos mundiais, o volume de suicídio vem crescendo por aqui na média, nos últimos anos, com a preocupante contribuição de adolescentes, jovens e novos adultos. A meta do Ministério da Saúde é reduzir o número total e os índices de todas as faixas em pelo menos dez por cento até 2020. E aproveitar a arrancada, se ela vier, para continuar depois em trajetória de queda.

Desinformação e preconceito

Será possível? Neury Botega, pós-doutor em psiquiatria pela Universidade de Londres, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), escritor e um dos mais sensíveis estudiosos brasileiros do tema, acredita que sim. “Os estudos e pesquisas mostram que é raríssimo, praticamente impossível, encontrar alguém em busca de suicídio ou sobrevivente de tentativa que não esteja atormentado por algum transtorno psiquiátrico, depressão à frente, ou um forte e repentino abalo emocional”, constata. “Abalado por esses problemas, o suicida sofre com uma dor intolerável, destruidora de estrutura. No fundo, não quer se matar, mas deixar de sofrer. Mas sua consciência se estreita a tal ponto que o impede de acreditar que a chave para se livrar do sofrimento crônico é se tratar, não se matar. Só a abordagem profissional reverte essa situação”, esclarece.
Para isso, reforça Botega, é necessário que as pessoas abandonem conceitos equivocados. “Passem a acreditar: quem diz que deseja se matar realmente poderá fazê-lo. Essa história de que quem anuncia nunca faz não passa de crendice popular sem fundamento. Quem ameaça poderá ou não se matar – exatamente a exemplo de quem jamais fez qualquer ameaça.”
O psiquiatra dá dicas para quem se descobrir diante de alguém com ideias suicidas. “Na escola, entre amigos ou na família, faça todo o esforço possível para ouvir a pessoa sem questionar as fraquezas dela segundo seus valores religiosos, morais ou sociais. Evite qualquer risco de ser visto como alguém preconceituoso. O momento não é para sermões ou proposições éticas”, ensina. “Tente mostrar, com equilíbrio, sem frases feitas ou julgamentos exagerados de valor, que o suicídio não será a melhor saída. E o fundamental: assuma, a partir daquele momento, o compromisso de não abandonar a missão antes de convencer a pessoa a procurar ajuda profissional. Acompanhe agendamentos, converse com familiares se não houver restrições e vá, em companhia, na primeira consulta. São obrigações que o destino e a vida daquela pessoa entregaram a você a partir do início daquela conversa.”
Além dos ensinamentos de Botega, outra atitude importante é abandonar a ideia equivocada de que os sinais dados por quem deseja interromper a vida são sempre perceptíveis e, por isso, quem não os nota antes da atitude deve ser acusado por irresponsabilidade. “Em maior ou menor grau, os sinais sempre existirão. É importante que as pessoas ao menos tentem aprender a identificá-los. Mas daí a imaginar que todos os transtornos graves presentes na vida das pessoas, sobretudo adolescentes e jovens, serão refletidos em manifestações facilmente perceptíveis por qualquer um é uma combinação de preconceito e desinformação”, resume Alexandrina Meleiro, professora do Instituto de Psiquiatria da USP, integrante da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), diretora científica da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS).



fonte: http://www.revistaeducacao.com.br/suicidio-prevencao-requer-informacao-e-vigilancia-por-parte-de-familias-e-escolas/


Formação do educador: Rubem Alves


Sonho com uma escola em que se cultivem pelo menos três coisas.

Primeiro, a sabedoria de viver juntos: o olhar manso, a paciência de ouvir, o prazer em cooperar. A sabedoria de viver juntos é a base de tudo o mais.

Segundo, a arte de pensar, porque é a partir dela que se constroem todos os saberes. Pensar é saber o que fazer com as informações. Informação sem pensamento é coisa morta. A arte de pensar tem a ver com um permanente espantar-se diante do assombro do mundo, fazer perguntas diante do desconhecido, não ter medo de errar, porque os saberes se encontram sempre depois de muitos erros.

Terceiro, o prazer de ler. Jamais o hábito da leitura, porque o hábito pertence ao mundo dos deveres, dos automatismos: cortar as unhas, escovar os dentes, rezar de noite. Não hábito, mas leitura amorosa. Na leitura amorosa entramos em mundos desconhecidos e isso nos faz mais ricos interiormente. Quem aprendeu a amar os livros tem a chave do conhecimento.

Mas essa escola não se constrói por meio de leis e parafernália tecnológica. De que vale uma cozinha dotada das panelas mais modernas se o cozinheiro não sabe cozinhar? É o cozinheiro que faz a comida boa mesmo em panela velha. O cozinheiro está para a comida boa da mesma forma como o educador está para o prazer de pensar e aprender. Sem o educador o sonho da escola não se realiza.

A questão crucial da educação, portanto, é a formação do educador. “Como educar os educadores?”

Imagine que você quer ensinar a voar. Na imaginação tudo é possível. Os mestres do voo são os pássaros. Aí você aprisiona um pássaro numa gaiola e pede que ele o ensine a voar. Pássaros engaiolados não podem ensinar o voo. Por mais que eles expliquem a teoria do voo, só ensinarão gaiolas.

Marshal McLuhan disse que a mensagem, aquilo que se comunica efetivamente, não é o seu conteúdo consciente, mas o pacote em que a mensagem é transmitida.  “O meio é a mensagem.” Se o meio para se aprender o voo dos pássaros é a gaiola, o que se aprende não é o voo, é a gaiola.

Tenho a suspeita, entretanto, que se pretende formar educadores em gaiolas idênticas àquelas que desejamos destruir.Aplicando-se essa metáfora à educação podemos dizer que a mensagem que educa não são os conteúdos curriculares, a teoria que se ensina nas aulas, educação libertária etc. A mensagem verdadeira, aquilo que se aprende, é o “embrulho” em que esses conteúdos curriculares são supostamente ensinados.

Os alunos se assentam em carteiras. Professores dão aulas. Os alunos anotam. Tudo de acordo com a “grade curricular”. “Grade” = “gaiola”. Essa expressão revela a qualidade do “espaço” educacional em que vivem os aprendizes de educador.

O tempo do pensamento também está submetido às grades do relógio. Toca a campainha. É hora de pensar “psicologia”. Toca a campainha. É hora de parar de pensar “psicologia”. É hora de pensar “método”…

Os futuros educadores fazem provas e escrevem papers pelos quais receberão notas que lhes permitirão tirar o diploma que atesta que eles aprenderam os saberes que fazem um educador.

Desejamos quebrar as gaiolas para que os aprendizes aprendam a arte do voo. Mas, para que isso aconteça, é preciso que as escolas que preparam educadores sejam a própria experiência do voo.




fonte: http://www.revistaeducacao.com.br/formacao-do-educador-coluna-rubem-alves/

“O Erro” – Texto por Mario Sergio Cortella


O erro faz parte do processo de acerto, o erro faz parte da tentativa de inovação, o erro faz parte da procura de construir algo que vem para melhor, nenhum e nenhuma de nós é imune ao erro.

A clássica frase errar é humano, ela não é uma justificativa, ela é uma explicação, significa entre outras coisas que nós somos sim capazes de errar, mas insisto, erro não é para ser punido e sim corrigido, corrija esse erro de maneira que aquele ou aquela que errou faça direito da próxima vez, repito que o que devemos punir é negligência, desatenção e descuido.

Não haveria inovações na vida humana, não haveria invenções como as que temos se o erro não tivesse ali o seu lugar. Ai você diria, então nós aprendemos com os erros? NÃO…Nós aprendemos com as correções dos erros, se nós aprendessemos com os erros o melhor método pedagógico seria ir errando bastante.

A erros que são fatais, a erro que são terminais, então ele não é um método pedagógico, no entanto, claro, o grande Einstain dizia isso e isso nos ajuda a refletir e ele dizia que tolo é aquele que faz tudo sempre do mesmo jeito e querem resultados diferentes, nesse sentido é curioso como algumas pessoas rejeitam o lugar do erro, não é para trazer o erro e elogiá-lo, mas é para admiti-lo na nossa condição do dia a dia.

Quantas vezes na escola ao acertar se colocava um c pequenininho e quando errava se colocava um I (i) em vermelho grandão valorizando algo que tenha de ser corrigido e não punido…É tempo para o conhecimento.




fonte: http://mariosergiocortella.com/o-erro-texto-por-mario-sergio-cortella/

Eleições 2018 - Jovem Pan sabatina Jair Bolsonaro

Em sabatina ao Jornal da Manhã da Jovem Pan na segunda-feira (22), o deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) falou que “não tem obsessão pelo poder” e que “tanto faz” quem vai para um eventual segundo turno com ele, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Confira a entrevista na íntegra.