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quinta-feira, 27 de junho de 2019

Força, Foco e Fé


(Texto reproduzido do Canal Meu estudo)
Todos passamos por provações na vida, no trabalho e nos estudos. E o pior... nesses piores momentos é que virão as maiores provações. Muita gente tentando te desanimar. Para conquistar a vitória, temos que enfrentar os desafios como algo a ser superado e que nos levará ao próximo nível.

Essa música foi composta e interpretada por LP do canal LP Oficial.
Direitos da música foram gentilmente cedidos para postar nesse canal e ajudar pessoas que estudam a realizarem seus sonhos.
Sabe o que é Coaching de estudo? Conheça no site: http://www.triadedaaprovacao.com.br
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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Que abuso é esse? Canal Futura: Ep 4, 5, 6, 7 e 8

São sinalizados sintomas e mudanças no comportamento de crianças e adolescentes que podem oferecer indícios de abuso (sempre tomando cuidado para não dar “receitas de bolo”, pois os mesmos sintomas podem ser sinais de outros tipos de trauma). Especialista: Joelma de Sousa Correia

Explica sobre a importância de manter aberta a escuta da criança e de tomar todo cuidado para avaliar qual é a melhor maneira de reagir. Como falar? O que falar? Em que momento falar? É importante também quebrar o mito de que a criança está mentindo, propiciando a ela a possibilidade de pedir ajuda. 

Exemplifica situações que mostram a importância das ações e do diálogo de cada agente da rede de proteção. É responsabilidade de todos garantir os direitos das crianças e adolescentes e tomar atitudes para interromper as situações de violência que estejam ocorrendo. 


Desfaz a ideia de “monstro”, pois a relação de ódio da criança com o abusador pode não existir – o que dificulta a identificação e confissão para ambos. Apresenta o tratamento qualificado para abusador simples e pedófilo – responsabilizado legalmente e apresentando tratamento psicológico adequado.



Como e para quem fazer a notificação? Entrar ou não com um processo legal? Após a notificação, quais são as possibilidades de encaminhamentos e atendimentos para a reconstrução da vida individual, familiar e social? O programa ressalta os fluxos de atendimento público previstos no Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-juvenil


Sigam o Canal Futura no youtube.


Que abuso é esse? Canal Futura: Ep 1, 2 e 3

No episódio esclarece-se o que é o abuso e como diferenciá-lo de exploração, pedofilia, assédio e estupro, além de apresentar as questões legais. Anna Flora Werneck é a especialista convidada.


O abuso sexual nem sempre é identificado pelas vítimas como violência, pois muitas vezes está associado ao prazer. Qual é o toque “legal” e qual não é? Sem sermos alarmistas, vamos sinalizar para a criança que o corpo dela não está aberto para todos e que ela pode dizer não.


Os traumas psicológicos da transmissão da violência familiar influenciam diretamente na ocorrência de mais casos de violência. Vítimas de violências graves e abusos sexuais têm mais probabilidades de se tornarem futuros agressores/abusadores. O programa vai mostrar formas que podem ajudar a interromper o ciclo de violência intergeracional.


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terça-feira, 7 de maio de 2019

Tamara



Tamara é uma animação que conta a história de uma menina surda que sonha em ser bailarina. Seu sonho é considerável impossível para a maioria das pessoas, mas para ela não. O curta foi produzido pelo studio House Boat Animation e dirigido por Jason Marino e Craig Kitzmann.

Por que Heloísa?

Vídeo "Porque Heloísa ? " produzido pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Escola Quilombo: Educação Cultivada



Sinopse: O Filme “Escola Quilombo: Educação Cultivada” aborda o cotidiano pedagógico e o trabalho docente em uma pequena escola na Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso, em Arraias – TO. Numa perspectiva de ensaio etnográfico, traz narrativas e imagens sobre a vida pessoal e os desafios de ser professor em escolas rurais, enfrentando precariedades materiais e o descaso do poder público.
Ficha técnica
Ano: 2014 – Duração: 50 min.
País: Brasil – Gênero: Documentário
Direção: Evandro Medeiros
Direção Fotografia: Alexandra Duarte
Produzido: Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação do Campo (Gepec) e o Observatório da Educação do Campo (Obeduc) do Câmpus de Arraias – Universidade Federal de Tocantins, UFTO./ Co.Inspiração Amazônica Filmes


Os desafios do professor do campo


Sinopse: Os professores que trabalham na escola Liôncio S. P. Aquino, zona rural de São Borja, costumam acordar de madrugada e enfrentam mais de 40 km de estradas de chão para ministrar suas aulas. Apesar de tudo isso, esses profissionais gostam de trabalhar nessas escolas e têm um apego especial com seus alunos. “Os desafios do Professor do Campo” procura demonstrar o que motiva esses professores e mostra como é o dia dessas pessoas que trabalham na quietude pampa gaúcho. O documentário foi produzido para a disciplina de Laboratório de Telejornalismo III, ministrada pela professora Sara Feitosa.
Ficha técnica
Ano: 2014 – Duração: 10 min.
País: Brasil – Gênero: Documentário
Direção: Bárbara Fcamidu
Fotografia: Jeferson Balbueno
Trilha Sonora: Luis Gonçalves


Quando sinto que já sei - documentário

Sinopse: A proposta do documentário Quando Sinto Que já Sei é levantar uma discussão sobre o atual momento da educação no Brasil. Carteiras enfileiradas, aulas de 50 minutos, provas, sinal de fábrica para indicar o intervalo, grades curriculares, conhecimento dividido em diferentes caixas. As escolas, como são hoje, oferecem os recursos necessários para que uma criança se desenvolva ou a transformam em um robô, com habilidades técnicas, mas sem senso crítico?
O projeto surgiu da nossa percepção de que valores importantes da formação humana estão sendo deixados fora da sala de aula. Decidimos explorar novas maneiras de aprender que estão surgindo e se consolidando pelo Brasil, baseadas na participação e na autonomia de cada pequeno ser humano.
Ficha técnica
Ano: 2014 – Duração: 78 min.
País: Brasil – Gênero: Documentário
Direção: Anderson Lima, Antonio Lovato, Raul Perez

Carregadoras de sonhos

Sinopse: ‘Carregadoras de sonhos’ é um filme realista e poético que desconstrói qualquer tentativa de maquiar a realidade da educação pública brasileira nos dias de hoje. O Filme mostra quatro professoras em ação e os obstáculos que eleas enfrentam para conseguir chegar à sala de aula o interior de Sergipe. Coragem, determinação e sonhos, as forças que movem essas quatro educadoras.
Ficha técnica
Ano: 2010 – Duração: 68 min.
País: Brasil – Gênero: Documentário
Direção e roteiro: Deivison Fiuza
Fotografia: Álvaro Rocha
Trilha Sonora: Milton Goulart

Ser e ter - Ëtre et avoir

Sinopse: O documentário acompanha os estudantes de uma escola rural da França, do jardim da infância até o último ano do primário, dos quatro aos 11 anos. O período mostra as crianças em pleno processo de formação do conhecimento e da identidade pessoal, acompanhando-as em sua transição do universo familiar para um ambiente no qual é levado em conta sua individualidade sem pressupostos.
Ficha técnica
Ano: 2002 – Duração: 104 min.
País: França- Gênero: Documentário
Direção e roteiro: Nicolas Philibert
Fotografia: Hugues Gemignani, Katell Djian, Laurent Didier, Nicholas Philibert
Trilha Sonora: Philippe Hersant

Mitã: a criança brasileira


Sinopse: Mitã. Criança brasileira. O ser humano em sua dimensão criadora transcende o tempo despertando para as possibilidades de um “Mundo Novo”. Uma poética da infância inspirada por Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Lydia Hortélio, trazendo importantes ideias sobre educação, natureza, espiritualidade e a Cultura da Criança.
Ficha técnica
Ano: 2013 – Duração: 52 min.
País: Brasil – Gênero: Documentário
Direção e roteiro: Lia Mattos e Alexandre Basso
Fotografia: Alexandre Basso

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Desafios da prática docente


Desafios da prática docente

O modelo educacional vigente na maioria das escolas brasileiras remete a um modelo estrutural no qual os alunos enfileirados devem seguir uma grade horária de disciplinas engessadas e que não atendem mais as necessidades desses alunos. Quando o professor entra na sala de aula e impõe seu conhecimento a partir das primícias de que os estudantes não trazem consigo nenhum tipo de informação ou conhecimento prévio fica evidente que esse modelo de professor detentor do conhecimento e o aluno como receptáculo dessas informações não está de acordo com as novas tendências no campo das relações de ensino-aprendizagem. Ao discutir novas estruturas educacionais, não é preciso destruir todas as escolas e reconstruir os edifícios, mas sim refletir sobre o modelo das práticas metodológicas aplicadas em sala de aula e na importância da relação de ensino-aprendizagem entre professor e estudante. No caminho das novas práticas docentes o papel do professor é de ser mediador entre a produção do conhecimento cientifico e os estudantes, pois com o avanço da tecnologia e dos meios de comunicação, inclusive das redes sociais, nossos alunos possuem diversas fontes de informações, que muitas das vezes carecem de fontes fidedignas, cabendo ao professor traçar metodologias para tornar essas informações aleatórias em conhecimento efetivo para os alunos. Contudo na estrutura das escolas em que o professor não abre espaço para o debate e a o aluno não expõem sua opinião a escola estará fadada as manutenções dos mesmos índices educacionais alarmantes de nossa educação. As metodologias ativas não são novidade no campo da produção acadêmica, porém nos últimos anos tivemos um grande avanço nas produções com essa temática, visando sempre uma melhoria no processo de ensino-aprendizagem. Tendo como princípio que o estudante é protagonista na educação, podemos utilizar diversas formas de atividades diferenciadas para que este estudante sistematize as informações adquiridas e as transforme em conhecimento.
Caso nós professores não nos adaptarmos as novas tendências as nossas aulas perderão o sentido e não conseguiremos a atenção dos alunos, sobretudo com o acesso as tecnologias cada vez mais amplo. A aula expositiva no qual o professor fala e o aluno só escuta não funciona na maioria dos casos e esse caminho é desafiador, pois a formação dos professores foi feita nessa estrutura.
Para diversificar alguns conhecimentos, diversas práticas são utilizadas por professores e alunos com o intuito de melhorar as relações de ensino-aprendizagem. Temos, por exemplo, o Júri simulado, no qual os alunos interpretam uma estrutura de julgamento e para tal, precisam fazer uma pesquisa aprofundada sobre determinado assunto previamente estabelecido. Outra estrutura que não demanda grandes recursos financeiros é o peer instruction, no qual os alunos, após breve exposição oral do professor debatem entre si os conhecimentos e objetivos daquele conteúdo, daí o nome da aprendizagem em pares.
Esse pequeno texto visa abrir o debate e as práticas docentes que nós estamos desenvolvendo para sempre desenvolver o ensino.



segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Peer Instruction - Metodologia Ativa no Processo de Ensino-Aprendizagem




Neste vídeo o Professor Jelson Roberto de Oliveira da PUCPR explica os conceitos de Aprendizagem por Pares ou Peer Instruction, citando os 10 passos para o devido uso dessa metodologia, bem como a forma de conduzir o processo de ensino-aprendizagem.


Produção, gravação e edição:
Rogério Teotonio Rodrigues

sábado, 30 de junho de 2018

Suicídio: prevenção requer informação e vigilância por parte de famílias e escolas


A tragédia individual de interromper a própria trajetória no mundo. O rastro devastador de sentimento de culpa e dúvida deixado em “quem fica” pelo corte violento da saída de cena abrupta de uma pessoa querida, seus planos, sonhos e capacidade de trocar afeto. Esses dois motivos principais, entre vários outros, gerados por dezenas de fatores, transformaram o suicídio em um problema crescente de saúde pública, capaz de atrair atenção obrigatória das partes responsáveis das sociedades no mundo. Aqui no Brasil o fenômeno começa, aos poucos, a ocorrer. Nem mesmo os pesquisadores e especialistas mais refinados conseguem mapear e antecipar em todos os casos, na ampla diversidade de fatores existentes, a combinação daqueles que levam a pessoa a colocar ponto final na existência. A culpa de familiares e pessoas próximas por não ter percebido o caminho a ser feito pelo suicida ainda no ensaio não deve, portanto, existir. Mas quando o país estremece diante do suicídio de três jovens de classe média alta em menos de 21 dias, ocorridos e anunciados em abril por dois colégios particulares de elite em São Paulo, dois no Bandeirantes, do bairro da Vila Mariana, e um no Agostiniano São José, de Belém, a oportunidade para uma reflexão que ligue o tema ao universo da educação está colocada. Para além de existirem, ou não, motivações ligadas às escolas nestes casos, o que, afinal, gestores e educadores podem fazer em seus ambientes de trabalho para ajudar a identificar jovens e adolescentes deprimidos, com distúrbios psiquiátricos ou abalados por algum impacto negativo profundo, e encaminhá-los ao tratamento antes que eles resolvam solitária e tragicamente a questão.
Karina Okajima Fukumitsu, pós-doutora pelo Instituto de Psicologia da USP e uma das coordenadoras do Programa de Prevenção e Posvenção do Suicídio, foi chamada pela direção do Bandeirantes em 11 de abril, dia seguinte ao primeiro episódio, de um adolescente de 16 anos, estudante do segundo ano médio. A psicoterapeuta não deu qualquer detalhe sobre a identificação ou a ação dos jovens, nos dois episódios, em entrevista a Educação, mas outras fontes revelam que o primeiro caso pode ter sido mais estudado e planejado pelo rapaz, envolvido há algum tempo num tratamento para depressão. Tirou a própria vida um dia antes do início de avaliações do bimestre, sem deixar explicação. “Amado, doce, sensível, inteligente. Aplicado, exigente, articulado. Carinhoso, protetor, amigo. Fiel, engajado, questionador e com olhar para as questões do mundo. Não tenho palavras para explicar”, escreveu seu pai no Facebook.
A psicoterapeuta começou a trabalhar no mesmo dia 11 de abril, numa reunião com educadores e gestores para planejar o trabalho de acolhimento dos alunos. Dois dias depois, reuniu a direção e a coordenação em seu consultório para novas orientações. No dia 20, uma sexta-feira, deu palestra para professores e funcionários da escola. Na noite de 21 para 22, abalado por um choque inesperado (teria visto a moça por quem era apaixonado com outro jovem), o segundo adolescente, de 17 anos, aluno do terceiro ano médio, voltou para casa e cometeu suicídio, igualmente sem deixar explicações.
“Neste momento em que questionam a direção do Bandeirantes, é preciso lembrar: a direção foi transparente no anúncio dos casos, que, diga-se, não ocorreram em seus limites. E também responsável desde o primeiro episódio”, enumera Karina. “Além disso, eram dois meninos inteligentes, afetuosos, de famílias esclarecidas. Não sofriam bullying e tampouco se conheciam, o que, a meu ver, invalida a tese de contágio. O colégio, em seus 74 anos de existência, tinha registrado dois casos de suicídio, um há 30 anos e outro 15 anos atrás. Não parece razoável considerar esse dado uma distorção em uma instituição que trabalha com quase 3 mil alunos a cada ano.”
Mas e o fato conhecido de que o Bandeirantes e o Agostiniano possuem em comum um projeto pedagógico extremamente exigente, voltado à conquista do maior número de vagas e primeiras colocações nos principais centros acadêmicos do país, que provoca a desistência de boa parte dos alunos no meio do caminho? Poderia haver relação entre essa realidade e os episódios recentes?
A psicoterapeuta discorda. “As circunstâncias mostram que não. O Bandeirantes jamais escondeu seus objetivos. Alunos e pais têm orgulho deles, a exemplo dos dois adolescentes. Eles eram preparados, tiravam boas notas, estavam plenamente adaptados ao projeto. Mesmo assim, a direção pareceu-me comprometida com a avaliação constante de suas práticas e a busca de eventuais adequações. Mas abrir mão de um projeto pedagógico consagrado não me parece a melhor alternativa”, analisa. A gestão Agostiniano e a família do aluno da escola não comentaram o episódio.

Os números

Pelo menos 800 mil pessoas tiram a vida por ano no mundo, atesta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma a cada 39 segundos, ou 1,4% das mortes totais. Na média global, 10,7 a cada grupo de cem mil habitantes, sendo 15 por cem mil homens e 8 por cem mil mulheres. As chances de a estimativa ser modesta são grandes: técnicos da própria OMS acreditam que apenas 60 dos 172 países integrantes enviem dados efetivamente confiáveis. O problema é que 78% dos suicídios registrados, praticamente oito a cada dez, ocorrem justamente nos países suspeitos de remeter informação imprecisa.
A Europa (14,1) lidera o ranking, seguida do Sudeste Asiático (12,9). Os países africanos (8,8) e das Américas (9,5) despertam na OMS as maiores desconfianças quanto à subnotificação. E, apesar da evolução nos últimos dez anos, o Brasil também precisa melhorar sua apuração de dados. A taxa atual, 5,1 por grupo de cem mil, nem está entre as maiores (a de homens nessa faixa é 9 por cem mil e a das mulheres, 2,4). Mas quando projetada sobre a população brasileira, de mais de 207 milhões de habitantes, produz números preocupantes como, por exemplo, os 10.575 suicídios registrados – 29 por dia; um a cada 49 minutos e meio – em 2016, último ano com taxa oficialmente apurada pelo Ministério da Saúde.
A marca anual brasileira subiu ano a ano na década de 2000. Chegou ao pico histórico de 11.736 em 2015 e caiu no ano seguinte. Mesmo com o recuo, o suicídio tornou-se a quarta maior causa de morte da população geral brasileira e a terceira entre homens dos 15 aos 29 anos. Na faixa dos 15 aos 19 anos, que abriga os adolescentes dos episódios de abril, a relação pulou de 2,9 para 4,2 entre 2011 e 2015, um aumento de preocupantes 45%. Entre dez e 14 anos, o salto foi ainda maior: de 0,5 para 0,8 por grupo de cem mil pessoas, ou 65% a mais. Entre os adultos (20 a 29 anos), o índice também aumentou. Foi de 5,2 para 6,5, um incremento de 23%. A escalada entre idosos com mais de 70 anos também preocupa, com 8,9 mortes por cem mil. E a dos índios provoca espanto: 15,2 a cada cem mil, a maior de todas as faixas.

Mulheres atentam mais contra a própria vida, mas escolhem métodos de menor poder letal. Por isso, homens formam maioria de casos em todo o mundo – no Brasil, correspondem a 79% do total. Seis em cada dez episódios de suicídio envolvem solteiros, viúvos, divorciados e solitários. Brancos brasileiros (5,9 por cem mil) interrompem a própria trajetória em escala maior que a dos negros (4,7). A notificação de tentativas e óbitos é obrigatória no país em até 24h desde 2011.
O cruzamento de tudo isso revela um cenário incômodo: apesar dos índices não alarmantes se comparados aos mundiais, o volume de suicídio vem crescendo por aqui na média, nos últimos anos, com a preocupante contribuição de adolescentes, jovens e novos adultos. A meta do Ministério da Saúde é reduzir o número total e os índices de todas as faixas em pelo menos dez por cento até 2020. E aproveitar a arrancada, se ela vier, para continuar depois em trajetória de queda.

Desinformação e preconceito

Será possível? Neury Botega, pós-doutor em psiquiatria pela Universidade de Londres, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), escritor e um dos mais sensíveis estudiosos brasileiros do tema, acredita que sim. “Os estudos e pesquisas mostram que é raríssimo, praticamente impossível, encontrar alguém em busca de suicídio ou sobrevivente de tentativa que não esteja atormentado por algum transtorno psiquiátrico, depressão à frente, ou um forte e repentino abalo emocional”, constata. “Abalado por esses problemas, o suicida sofre com uma dor intolerável, destruidora de estrutura. No fundo, não quer se matar, mas deixar de sofrer. Mas sua consciência se estreita a tal ponto que o impede de acreditar que a chave para se livrar do sofrimento crônico é se tratar, não se matar. Só a abordagem profissional reverte essa situação”, esclarece.
Para isso, reforça Botega, é necessário que as pessoas abandonem conceitos equivocados. “Passem a acreditar: quem diz que deseja se matar realmente poderá fazê-lo. Essa história de que quem anuncia nunca faz não passa de crendice popular sem fundamento. Quem ameaça poderá ou não se matar – exatamente a exemplo de quem jamais fez qualquer ameaça.”
O psiquiatra dá dicas para quem se descobrir diante de alguém com ideias suicidas. “Na escola, entre amigos ou na família, faça todo o esforço possível para ouvir a pessoa sem questionar as fraquezas dela segundo seus valores religiosos, morais ou sociais. Evite qualquer risco de ser visto como alguém preconceituoso. O momento não é para sermões ou proposições éticas”, ensina. “Tente mostrar, com equilíbrio, sem frases feitas ou julgamentos exagerados de valor, que o suicídio não será a melhor saída. E o fundamental: assuma, a partir daquele momento, o compromisso de não abandonar a missão antes de convencer a pessoa a procurar ajuda profissional. Acompanhe agendamentos, converse com familiares se não houver restrições e vá, em companhia, na primeira consulta. São obrigações que o destino e a vida daquela pessoa entregaram a você a partir do início daquela conversa.”
Além dos ensinamentos de Botega, outra atitude importante é abandonar a ideia equivocada de que os sinais dados por quem deseja interromper a vida são sempre perceptíveis e, por isso, quem não os nota antes da atitude deve ser acusado por irresponsabilidade. “Em maior ou menor grau, os sinais sempre existirão. É importante que as pessoas ao menos tentem aprender a identificá-los. Mas daí a imaginar que todos os transtornos graves presentes na vida das pessoas, sobretudo adolescentes e jovens, serão refletidos em manifestações facilmente perceptíveis por qualquer um é uma combinação de preconceito e desinformação”, resume Alexandrina Meleiro, professora do Instituto de Psiquiatria da USP, integrante da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), diretora científica da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS).



fonte: http://www.revistaeducacao.com.br/suicidio-prevencao-requer-informacao-e-vigilancia-por-parte-de-familias-e-escolas/


Formação do educador: Rubem Alves


Sonho com uma escola em que se cultivem pelo menos três coisas.

Primeiro, a sabedoria de viver juntos: o olhar manso, a paciência de ouvir, o prazer em cooperar. A sabedoria de viver juntos é a base de tudo o mais.

Segundo, a arte de pensar, porque é a partir dela que se constroem todos os saberes. Pensar é saber o que fazer com as informações. Informação sem pensamento é coisa morta. A arte de pensar tem a ver com um permanente espantar-se diante do assombro do mundo, fazer perguntas diante do desconhecido, não ter medo de errar, porque os saberes se encontram sempre depois de muitos erros.

Terceiro, o prazer de ler. Jamais o hábito da leitura, porque o hábito pertence ao mundo dos deveres, dos automatismos: cortar as unhas, escovar os dentes, rezar de noite. Não hábito, mas leitura amorosa. Na leitura amorosa entramos em mundos desconhecidos e isso nos faz mais ricos interiormente. Quem aprendeu a amar os livros tem a chave do conhecimento.

Mas essa escola não se constrói por meio de leis e parafernália tecnológica. De que vale uma cozinha dotada das panelas mais modernas se o cozinheiro não sabe cozinhar? É o cozinheiro que faz a comida boa mesmo em panela velha. O cozinheiro está para a comida boa da mesma forma como o educador está para o prazer de pensar e aprender. Sem o educador o sonho da escola não se realiza.

A questão crucial da educação, portanto, é a formação do educador. “Como educar os educadores?”

Imagine que você quer ensinar a voar. Na imaginação tudo é possível. Os mestres do voo são os pássaros. Aí você aprisiona um pássaro numa gaiola e pede que ele o ensine a voar. Pássaros engaiolados não podem ensinar o voo. Por mais que eles expliquem a teoria do voo, só ensinarão gaiolas.

Marshal McLuhan disse que a mensagem, aquilo que se comunica efetivamente, não é o seu conteúdo consciente, mas o pacote em que a mensagem é transmitida.  “O meio é a mensagem.” Se o meio para se aprender o voo dos pássaros é a gaiola, o que se aprende não é o voo, é a gaiola.

Tenho a suspeita, entretanto, que se pretende formar educadores em gaiolas idênticas àquelas que desejamos destruir.Aplicando-se essa metáfora à educação podemos dizer que a mensagem que educa não são os conteúdos curriculares, a teoria que se ensina nas aulas, educação libertária etc. A mensagem verdadeira, aquilo que se aprende, é o “embrulho” em que esses conteúdos curriculares são supostamente ensinados.

Os alunos se assentam em carteiras. Professores dão aulas. Os alunos anotam. Tudo de acordo com a “grade curricular”. “Grade” = “gaiola”. Essa expressão revela a qualidade do “espaço” educacional em que vivem os aprendizes de educador.

O tempo do pensamento também está submetido às grades do relógio. Toca a campainha. É hora de pensar “psicologia”. Toca a campainha. É hora de parar de pensar “psicologia”. É hora de pensar “método”…

Os futuros educadores fazem provas e escrevem papers pelos quais receberão notas que lhes permitirão tirar o diploma que atesta que eles aprenderam os saberes que fazem um educador.

Desejamos quebrar as gaiolas para que os aprendizes aprendam a arte do voo. Mas, para que isso aconteça, é preciso que as escolas que preparam educadores sejam a própria experiência do voo.




fonte: http://www.revistaeducacao.com.br/formacao-do-educador-coluna-rubem-alves/

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Homeschooling: a educação em casa



Estima-se que no Brasil mais de duas mil famílias tenham optado por não matricular seus filhos na escola. Elas acreditam em outras formas de preparar crianças e jovens para uma existência independente e feliz. Para elas, a escola é uma estrutura ultrapassada que apenas treina as pessoas para se encaixar na sociedade. No mundo, aproximadamente 60 países permitem o ensino em casa. No Brasil, essa opção contraria a legislação. A educação é considerada um direito das crianças que deve ser garantido pelos pais. Caso contrário, esses podem ser punidos por abandono da educação.



sábado, 25 de novembro de 2017

TV Escola: AFRICANIDADES BRASILEIRAS E EDUCAÇÃO

tvescola.mec.gov.br/
Documentários - Africanidades brasileiras e educação
Duração: 00:52:47
Série: Documentários
Etapa de ensino: Geral
Sinopse
Este documentário aborda as africanidades brasileiras em ambientes formais e não-formais de aprendizagem, na perspectiva de potencializar positivamente a presença negra na sociedade brasileira, e também a construção de uma pedagogia voltada para a compreensão, a valorização e o respeito às culturas africanas e afro-brasileiras.
Outras informações
Ano de produção: 2008
Público-alvo: Público em geral
Faixa etária: A partir de 18
Área temática: Diversidade Cultural, Antropologia, Literatura
País de origem: Brasil
Áudio original: Áudio original

Produção: TV Escola

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O ensino de história e as histórias em quadrinhos

O Ensino da história pode se mostrar bastante divertido quando nós inserimos práticas pedagógicas atraentes para os estudantes. Nesse sentido algumas dessas práticas pedagógicas que podemos explorar são os mundos das histórias em quadrinhos. Alguns professores que têm a habilidade de criar suas próprias histórias, que em sala de aula são excelente material de apoio para os conteúdos ministrados. Porém existem alguns materiais que também são muito bons e que podemos trabalhar em projetos de leitura juntamente com a disciplina de Língua portuguesa (ou línguas estrangeiras). No link abaixo estão alguns exemplos de materiais que podemos usar em sala de aula e assim estabelecer uma melhor relação no processo de ensino-aprendizagem. Como dica de atividade a ser desenvolvida em sala de aula fica a opção de elaboração de pequenas tirinhas e Histórias em quadrinho pelos próprios estudantes, desenvolvendo sua criatividade e aprendendo mais sobre o currículo.


http://historianreldna.pbworks.com/w/page/49091100/HIST%C3%93RIA%20E%20QUADRINHOS