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sábado, 30 de junho de 2018

“O Erro” – Texto por Mario Sergio Cortella


O erro faz parte do processo de acerto, o erro faz parte da tentativa de inovação, o erro faz parte da procura de construir algo que vem para melhor, nenhum e nenhuma de nós é imune ao erro.

A clássica frase errar é humano, ela não é uma justificativa, ela é uma explicação, significa entre outras coisas que nós somos sim capazes de errar, mas insisto, erro não é para ser punido e sim corrigido, corrija esse erro de maneira que aquele ou aquela que errou faça direito da próxima vez, repito que o que devemos punir é negligência, desatenção e descuido.

Não haveria inovações na vida humana, não haveria invenções como as que temos se o erro não tivesse ali o seu lugar. Ai você diria, então nós aprendemos com os erros? NÃO…Nós aprendemos com as correções dos erros, se nós aprendessemos com os erros o melhor método pedagógico seria ir errando bastante.

A erros que são fatais, a erro que são terminais, então ele não é um método pedagógico, no entanto, claro, o grande Einstain dizia isso e isso nos ajuda a refletir e ele dizia que tolo é aquele que faz tudo sempre do mesmo jeito e querem resultados diferentes, nesse sentido é curioso como algumas pessoas rejeitam o lugar do erro, não é para trazer o erro e elogiá-lo, mas é para admiti-lo na nossa condição do dia a dia.

Quantas vezes na escola ao acertar se colocava um c pequenininho e quando errava se colocava um I (i) em vermelho grandão valorizando algo que tenha de ser corrigido e não punido…É tempo para o conhecimento.




fonte: http://mariosergiocortella.com/o-erro-texto-por-mario-sergio-cortella/

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Obras do PAS - Subprograma 2018


Confira a lista com as obras atualizadas para o subprograma 2018.

Artes visuais:
Aqueduto Acqua Appia – autor indeterminado
Catedral de Notre Dame de Reims: estrutura arquitetônica, suas esculturas e seus vitrais – autor desconhecido
Discóbolo - Míron
Escola de Atenas – Rafael Sanzio
Estruturas poliedricas – Mauritius Escher
Estruturas tridimensionais – Mestre Didi
Nefertiti – autor desconhecido
Partenon, na acrópole de Atenas – Fídias, Ictinos e Calicrates
Pirâmides Astecas – autor desconhecido
Pirâmides Egípcias – autor desconhecido
Suzana e os anciãos – Artemísia Gentileschi
Teatro Nacional Cláudio Santoro – Oscar Niemeyer

 Audiovisuais:
A rota do escravo, a alma da resistência - Unesco, direção Georges Collinet
Alta ansiedade, a matemática do caos – BBC, direção David Malone
Aos olhos de uma criança - (videoclipe) Emicida
Atlântico Negro, na rota dos Orixás - Renato Barbieri
La mujer sin miedo - Eduardo Galeano
O povo brasileiro (parte I): a matriz Tupi - direção Isa G. Ferraz
O risco da história única - Chimamanda Adichie

Teatro:
A advogada que viu Deus, o Diabo e depois voltou para a Terra – Grupo G7
Ifigênia em Áulis - Eurípides


Músicas:
Cânone em Ré Maior – Pachelbel
Chuva – Jaloo
Bachianas Brasileiras n. 5: Ária - Heitor Villa-Lobos
Brasiliana (sob a regência de Ligia Amadio) – Claudio Santoro 
Bumba-meu-boi do Seu Teodoro – Seu Teodoro
Festa do Divino de Pirenópolis - domínio público
Meu cupido é gari - Marília Mendonça
O causo do Angelino e Tristeza do Jeca - versão com Paulo Freire e Inezita Barroso
Ópera Orfeu – Monteverdi
Samba house - Patubatê
Spiritus Sanctus – Hildegard Von Bingen
Zero – Liniker e os Caramelows




Textos:    
Aliança no fundo do mar – Carlos Fioravanti (Revista FAPESP)
Apologia de Sócrates - Platão
Artigo 5 da Constituição da República Federativa do Brasil 1988 – Brasil
Carta a Meneceu – Epicuro
Combate à terra seca – Yuri Vasconcelos (Revista FAPESP)
Entrevista com Maria Teresa, ex-escrava (1973) - Antonio José do Espírito Santo -  Revista Geledes
Este mundo da injustiça globalizada - José Saramago
O velho da horta – Gil Vicente
Oração dos desesperados - Sérgio Vaz
Poemas selecionados - Gregório de Matos


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

“Como surgiu o sistema de castas na Índia? Ele ainda tem valor legal?”.


As castas correspondem a uma forma de identificar hierarquicamente os membros de uma sociedade a partir de grupos. Originalmente, representavam ocupações e seus nomes designavam serviços – carpinteiros, doceiros, lavadores etc. – que acabavam confirmando monopólios dessas castas sobre as atividades.

As castas são uma forma de identificar hierarquicamente os membros de uma sociedade a partir de grupos

Mas elas não representam um sistema de divisão de trabalho; pessoas de uma casta podem circular entre ocupações distintas na economia. O sistema de castas é complexo, tem alto grau de endogamia.

Em textos clássicos do hinduísmo, como os cânticos do Rig Veda (2000-1000 a.C.) ou as leis de Manu (500 a.C.), já se encontram alusões à existência de quatro varnas que dividiam a sociedade: os brâmanes (sacerdotes e intelectuais), os xátrias (guerreiros, administradores e monarcas), os vaixás (comerciantes e agricultores) e os xudras (serviçais em geral). Alguns desses textos clássicos representam códigos religiosos-legais que regulamentam condutas sociais, profissionais, aspectos morais e éticos.


Os xudras incluem várias castas de ‘intocáveis’. Ocupações que lidavam com a morte, na preparação de enterros ou cremações, por exemplo, constituíram castas sobre as quais uma série de tabus proibia o contato, inclusive físico. Os quatro varnas originais dividem-se em jatis, normalmente identificadas como subcastas.


Não se devem confundir castas com classes sociais. Embora uma casta possa ser socialmente discriminada, isso não implica que seus membros sejam pobres. O inverso também é válido: membros de uma casta prestigiada podem ser desprovidos de capital financeiro.


A constituição indiana de 1950 aboliu todas as formas de discriminação, especialmente a ‘intocabilidade’. Isso inaugurou políticas de discriminação positiva, chamadas ‘políticas de reserva’ (de assentos no parlamento e nas câmaras estaduais, de empregos em cargos do Estado, de vagas em universidades etc.).

O sistema de castas não tem mais valor legal na Índia, mas ainda está presente na vida cotidiana do país. Mesmo que a discriminação por casta esteja proibida, há várias formas de valorizar privilégios de castas altas, como o favorecimento em empregos.

Nascer em uma casta ainda significa quase sempre morrer nela

Nascer em uma casta ainda significa quase sempre morrer nela. A Índia, porém, tem sido sacudida pela ascensão de vários políticos de castas baixas, forçando a revisão dessa estrutura social tão hierarquicamente imóvel.

Por fim, as castas não são exclusivas do hinduísmo – existem entre muçulmanos, cristãos, sikhs e outras religiões na Índia. Além disso, são comuns a várias sociedades asiáticas e africanas.

Cláudio Costa Pinheiro
Escola de Ciências Sociais e História
Fundação Getúlio Vargas/ RJ
Revista Ciência Hoje

fonte:http://historianovest.blogspot.com.br

domingo, 26 de agosto de 2012

O Professor de História: Uma Breve Reflexão


Acho a questão da formação de professores uma das mais importantes no momento. Tanto no que diz respeito à formação de professores de história (que tem tomado rumos obscuros, com a falta de profissionais), quanto ao que diz respeito à pesquisa em história. Sempre defendi que a pesquisa começa na escola, no dia a dia, incentivando os alunos a ter curiosidade a entender o que realmente é pesquisar, produzindo conhecimento. Nada mais dinâmico que o ensino aliado à pesquisa. 
O problema é que muitos pesquisadores (e cursos de pós-graduação) parecem achar que só se faz pesquisa na academia. Aí voltamos para a questão da formação: que profissional estamos formando? Acho que é algo no qual devemos refletir e algo fundamental, a meu ver para a sobrevivência da história enquanto disciplina.
Entra aí, também, a questão da valorização do profissional. Recentemente um aluno do ensino médio me disse que gostaria muito de fazer faculdade de história, mas como as perspetivas financeiras e a desvalorização do professor enquanto profissional pesam muito a família quer que ele invista em outra profissão e faça o curso de história quando não precisar se preocupar com dinheiro.
Talvez isso explique o porque de muitos cursos fecharem as portas, sem matrículas suficientes no vestibular para abrirem turma ( o que tem acontecido muito com faculdades particulares) e porque muitos graduandos tem quase horror quando lhes é sugerido que atuem na educação básica. Temos uma grande quantidade de doutores se acotovelando por uma vaga na docência superior, ao passo que faltam professores na educação básica.

Eu realmente tenho medo e sou pessimista com relação ao futuro do ensino de história (e quem me conhece sabe que pessimismo não combina comigo). Há grupos se organizando em torno do debate de temas como mestrado profissional, que acho muito válido, pois investe na questão da formação; há debates, também, acerca da valorização profissional do professor. No entanto, acho que a sociedade civil ainda não está falando alto o suficiente para que o Estado constituído, que regula profissões, que tem compromisso legal com a qualidade da educação possa ouvir.

Ou talvez ouça e ignore.

O fato é que estamos a beira do precipício: é preciso mobilizar e mudar. É preciso que o professor de história, e o magistério em seu todo, seja valorizado e se valorize. Isso tem que acontecer para que nossos jovens possam investir na sua vocação ao invés de trocar a realização profissional pela segurança financeira.


FONTE:

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Socialismo Cristão


No século XIX, o desenvolvimento da ideologia socialista se estabeleceu como suporte de pensamento político entre diversos movimentos operários. As revoluções e protestos colocavam os trabalhadores como personagens munidos de uma visão política contrária a diversos pressupostos que explicavam o sistema capitalista. Dessa maneira, o ideal da luta de classes deixa de ser uma mera interpretação para figurar vários eventos da época.


Atenta a todas estas transformações, a Igreja Católica decidiu reunir seus principais dirigentes para discutir essas questões evolvendo a relação entre burguesia e proletariado. Ao mesmo tempo, devemos destacar que essa mesma preocupação se ligava ao conteúdo ideológico de muitos movimentos que pregavam explicitamente o fim das manifestações religiosas. A ideia da crença religiosa como algo prejudicial começava a preocupar vários clérigos.



No ano de 1891, o papa Leão XIII publicou a encíclica Rerum Novarum. Segundo este documento, o papa estabelecia sua expressa oposição à luta entre classes defendida pela doutrina marxista. Em seu lugar, o líder máximo da Santa Sé colocava a religião como um instrumento capaz de arrefecer as desigualdades no mundo. Dessa forma, a moral e o amor cristão de empregados e empregadores poderiam ser ponto fundamental para que a justiça social fosse paulatinamente alcançada.



Com o tempo, vários cristãos fortaleceram sua preocupação para com os problemas de cunho político e social. Adentrando o século XX, o envolvimento da Igreja com esses temas se aprofundou quando o Concílio Vaticano II (1962 - 1965) reafirmou o papel social e político a ser exercido pelo cristão. Nessa mesma época, o movimento da chamada Teologia da Libertação fez com que muitos clérigos e fiéis realizassem projetos sociais e organizassem discussões políticas no interior das paróquias.



Atualmente, muitos representantes mais conservadores da Igreja defendem que o envolvimento dos católicos devem se restringir apenas aos assuntos de ordem espiritual. Paralelamente, também podemos ver que o próprio comportamento religioso contemporâneo veio a desarticular essa associação entre fé e política. Hoje em dia, a busca pelo conforto material imediato e o ideal de salvação individual contribuíram para que a “igreja politizada” perdesse seu espaço.




Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

O SOCIALISMO UTÓPICO


No século XIX, diferentes pensadores tentaram refletir sobre os problemas causados pelas sociedades capitalistas em desenvolvimento. Ainda fortemente calcados nas ideias do pensamento iluminista, esses pensadores continuaram a buscar no racionalismo a saída para as contradições geradas no interior do pensamento capitalista. No entanto, esses não faziam uma crítica radical ao capitalismo, pois ainda defendiam a manutenção de suas práticas mais elementares.
Chamados de socialistas utópicos, esses pensadores deram os primeiros passos no desenvolvimento das teorias socialistas. Os seus principais representantes são Robert Owen, Saint-Simon e Charles Fourier. Entre eles, podemos perceber claramente a construção de uma sociedade ideal, onde se defendia a possibilidade de criação de uma organização onde as classes sociais vivessem em harmonia ao buscarem interesses comuns que estivessem acima da exploração ou da busca incessante pelo lucro.

O industriário britânico Robert Owen (1771 – 1858) acreditava que o caráter humano era fruto das condições do local em que ele se formava. Por isso, defendeu que a adoção de práticas sociais que primassem pela felicidade, harmonia e cooperação poderiam superar os problemas causados pela economia capitalista. Seguindo seus próprios princípios, Owen reduziu a jornada de trabalho de seus operários e defendeu a melhoria de suas condições de moradia e educação.

Charles Fourier (1772 – 1837) criticou ferrenhamente a sociedade burguesa. Em seus escritos, defendeu uma sociedade sustentada por ações cooperativas. Nelas, o talento e o prazer individual possibilitariam uma sociedade mais próspera. A sociedade burguesa, marcada pela repetição e a especialidade do trabalho operário, estava contra este tipo de sociedade ideal. Além disso, Fourier era favorável ao fim das distinções que diferenciavam os papéis assumidos entre homens e mulheres.

Por meio do cooperativismo, do prazer e das liberdades de escolha a sociedade iria criar condições para o alcance do socialismo. Nesse estágio, a comunhão entre os indivíduos seria vivida de maneira plena. Sem almejar a distinção ou a disputa, as famílias de trabalhadores viveriam nos falanstérios, edifícios abrigados por 1800 pessoas vivendo em plena alegria e cooperação.

Saint-Simon (1760 – 1825), acreditava que uma sociedade dividia-se entre os produtores e ociosos. Por isso, defendeu outra sociedade onde a oposição entre operários e industriais deveria ser reconfigurada. Para isso, ele pregava a manutenção dos privilégios e do lucro dos industriais, desde que os mesmos assumissem os impactos sociais causados pela prosperidade. Dessa forma, ele acreditava que no cumprimento da sua responsabilidade social, o industriário poderia equilibrar os interesses sociais.

Levantando determinados pressupostos, os socialistas utópicos sofreram a crítica dos socialistas científicos. Para os últimos, o socialismo utópico projetava uma sociedade sem antes devidamente avaliar as condições mais enraizadas que constituíam o capitalismo. Com isso, os socialistas ambicionavam definir a natureza do homem e, a partir disso, indicar o caminho entre a harmonia e os interesses individuais.

Por Rainer Sousa
Graduado em História

Socialismo x Anarquismo


Os movimentos de esquerda, mesmo tendo como principal foco a transformação social, não foram sinônimo de plena harmonia. Durante a ascensão dos movimentos contrários ao governo liberal e a economia capitalista, podemos observar bem essa diferença na cisão ideológica acontecida entre socialistas e anarquistas. Para ambas as facções a condução da experiência revolucionária deveria passar por diferentes etapas.

Os socialistas acreditavam que a instalação do comunismo deveria acontecer por meio da formulação de um novo Estado controlado por trabalhadores. Seria por meio da chamada Ditadura do Proletariado que as etapas do desenvolvimento social e econômico culminariam na eliminação desse governo e a adoção de um regime comunista. Contrário a esse “novo Estado necessário” os anarquistas promoviam uma diferente compreensão.

Na visão anarquista todo e qualquer governo tinha como fim último legitimar uma nova classe no poder e cercear as liberdades individuais. Por isso, a Ditadura do Proletariado era vista pelo ideal anarquista enquanto uma mera reprodução dos Estados Liberal-Burguês ou Absolutista. Dessa maneira, conforme salientou Rosa Luxemburgo a Vladimir Lênin, uma ditadura do proletariado poderia muito bem se transformar em uma ditadura sobre o proletariado. Em resposta, muitos socialistas passariam a considerar o anarquismo como uma corrente contra-revolucionária.

No entanto, os anarquistas levantavam a clara hipótese de que toda revolução em nome de “algo” ou “alguém” abre portas para um processo de exclusão. Na ótica anarquista, não se poderia colocar em condição suprema um determinado grupo mais capacitado à direção revolucionária. O estado de revolução deveria ser permanente, constante. Ao contrário de uma constituição oferecendo os direitos e os deveres, a população deveria se lançar à construção de associações libertárias onde o contrato social fosse permanentemente rediscutido.

Dessa maneira, o pensamento anarquista possuía uma clara diferença à tônica socialista. Para os últimos, a revolução se dava com a tomada do Estado. Já os anarquistas queriam o fim do mesmo e, por isso, alertavam que um Estado socialista seria o início de um governo que não conseguiria abolir o autoritarismo de uma ditadura renomeada. A maior constatação empírica dessa crítica viria a acontecer com a experiência da Revolução Russa.

Muitos anarquistas desconhecidos deram apoio à transformação consolidada ao longo do ano de 1917. No entanto, a sua fidelidade ideológica aos textos de Bakunin, Kropotkin e Proudhon os transformou em inimigos da revolução bolchevique. Por fim, muitos foram mortos, exilados ou condenados aos campos de concentração. Essa seria uma prova da crítica anarquista ou uma contingência histórica? A possível resposta dessa pergunta seria um chamamento a novas discussões.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

As características do Socialismo


No mundo, existem dois tipos de sistema político-econômico: o capitalismo e o socialismo. O sistema capitalista vigora desde o século XVIII. No entanto, no século XIX, o capitalismo não estava agradando aos trabalhadores europeus, em razão da condição de exploração em que viviam. Tal fato fez surgir no continente um sentimento de mudança.

A classe proletária pôde enxergar uma solução no socialismo, que figurava como um acervo de ideias que tinha como objetivo a implantação de um modelo de sociedade mais justa, para extinguir a sociedade de classes, na qual os capitalistas exploram os trabalhadores.

A insatisfação e o desejo de mudanças foram reforçados com as ideias de dois grandes pensadores alemães, Karl Marx e Friedrich Engels, que dispuseram de um conjunto de ideias necessárias para a instauração de uma sociedade plenamente socialista. Tais ideias surgiram após um rigoroso estudo sobre o capitalismo.

A implantação do socialismo ocorreu somente no século XX, mais precisamente em 1917, quando o governo monarquista foi derrubado pela revolução russa, dando origem à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Na segunda metade do século XX o socialismo ganhou outros adeptos, como os países do Leste Europeu, além da China, Cuba e algumas nações africanas e asiáticas. No entanto, com configurações socialistas distintas.

As características do socialismo são completamente diferentes em relação ao capitalismo, a seguir veja os principais aspectos socialistas:

• Meios de produção socializados: no socialismo toda estrutura produtiva, como empresas comerciais, indústrias, terras agrícolas, dentre outras, são de propriedade da sociedade e gerenciados pelo Estado. Toda riqueza gerada pelos processos produtivos é igualmente dividida entre todos.

• Inexistência de sociedade dividida em classes: como os meios de produção pertencem à sociedade, existe somente uma classe; a dos proletários. Todos trabalham em conjunto e com o mesmo propósito: melhorar a sociedade. Por isso não existem empregados nem patrões.

• Economia planificada e controlada pelo Estado: o Estado realiza o controle de todos os segmentos da economia e é responsável por regular a produção e o estoque, o valor do salário, controle dos preços e etc. Configuração completamente diferente do sistema liberal que vigora no capitalismo, no qual o próprio mercado controla a economia. Dessa forma, não há concorrência e variação dos preços.

]Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia

quarta-feira, 13 de junho de 2012

José Bonifácio: Obra Completa


José Bonifácio – Obra Completa foi concebido e estruturado de forma a satisfazer todos os tipos de usuário, desde o simples curioso, passando pelo estudante, até o mais especializado historiador profissional.
O site disponibiliza de maneira rápida, fácil e gratuita o maior banco de dados jamais reunido sobre a produção de um grande brasileiro, que atuou em vários campos ao longo de sua vida. E destaca, do conjunto de seus trabalhos como cientista, administrador, político, pensador e poeta, sua realização maior, a do homem de Estado, personagem-chave do processo que, em 1822, fez do Brasil um Império independente.
 Há três portas de entrada, e duas janelas, para José Bonifácio – Obra Completa. A partir de todas elas a navegação é rápida e auto-explicativa.
As três portas, fixas na homepage, são: a seção “História em Movimento”, a caixa “Pesquise Aqui” e, claro, o “Menu”.
A seção “História em Movimento” é composta por nuvens que, ao serem, clicadas, abrem uma animação com links para os demais conteúdos do site, ou então remetem o usuário direto aos documentos mais importantes na trajetória científica e política de José Bonifácio. A caixa “Pesquise Aqui” possibilita ao usuário uma busca rápida em todo o conteúdo do site, ou em cada uma de suas divisões. Este recurso também está listado como um dos itens do “Menu”. O “Menu”, por sua vez, lista as demais áreas que estruturam o site.
As duas janelas de entrada, localizadas abaixo da caixa “Pesquise Aqui”, destacam randomicamente duas das seções que compõem o menu.
O site José Bonifácio – Obra Completa integra um banco de dados (com documentos de José Bonifácio, isto é, produzidos por ele ou pertencentes a ele) e um vasto repertório de textos de apoio (com material sobre José Bonifácio).
No banco de dados, o pesquisador terá, sem sair de casa, acesso à imagem e ao texto integral de milhares de documentos relacionadas ao Patriarca da Independência e ao amplo período histórico a que pertenceu.
As seções de conteúdo editorial dividem-se em: “Cronologia”; “De A a Z”; “Bonifrases”; “Mapa das viagens”; “Principais obras”; “Bibliografia” e “Genealogia”. Elas foram concebidas e organizadas como guias de referência rápida, compactando informações dispersas no banco de dados, montando quadros explicativos, compilando elementos de natureza semelhante e oferecendo informações complementares ao conteúdo dos documentos.


África à vista: dez estudos sobre o português escrito por africanos no Brasil do século XIX



A formação histórica do português brasileiro deu-se em complexo contexto de contato entre línguas. Dentre as diversas situações de contato havidas, a do português com línguas africanas assume maior relevância por ter sido generalizada no tempo e no espaço. Africanos e afro-descendentes, no período que se estende do século XVII ao século XIX, correspondem juntos a cerca de 60% da população brasileira (cf. MUSSA, 1991). Contudo, a escrita da história lingüística deste que é o mais expressivo segmento formador da população brasileira era tarefa que se colocava no plano de uma reconstrução quase que exclusivamente a partir de 'indícios', uma tarefa não para historiadores, mas para arqueólogos da língua portuguesa (cf. MATTOS E SILVA, 2002) (trecho retirado da Introdução do livro).


Acesse e faça o Download: http://books.scielo.org/id/48 



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Galerinha do 6º ano e 7º ano... dicas

Galerinha que ficou em recuperação, TODOS os textos que serão cobrados na prova estão aqui no blog...
O tempo e a História
O trabalho de Historiador
E evolução do Ser humano

Texto: As grandes navegações
Texto: A Formação da Europa medieval:
Texto: A colonização do Brasil: (texto retirado do site: brasilescola.com/historiab)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Contra enganadores: O dono de Liberata prometeu-lhe liberdade, mas não cumpriu. Resultado: foi processado pela escrava.

Por volta do ano de 1780 nascia uma escrava que mudaria o os estudos sobre a condição do escravo no Brasil colônia. Perto de completar 10 anos, Liberta foi comprada pelo senhor José Viera Rebello, morador do termo de Desterro, atual Florianópolis. Desde pequena Liberta era assediada pelo seu senhor, como ele havia prometido libertá-la, acabou tendo dois filhos com José V. Rebello. Seu primeiro filho com seu senhor foi registrado e assumido pelo pai, porém o segundo não teve a mesma sorte. Ele não foi declarado com sendo de José Rebello, pois Liberta tinha medo de Ana, filha de José Rebello. A sinhazinha, como era chamada, havia matado seus filhos recém-nascidos com a ajuda de seu pai, fato este que Liberta era testemunha ocular. A escrava queria mudar de vida, pois não agüentava mais os abusos de seu senhor e o medo de seu testemunho. Liberta conseguiu um noivo que além de assumir a paternidade de seus filhos ainda pagaria sua liberdade e o casal tinha o apoio do pároco local. Entretanto José V. Rebello não aceitou a oferta pela sua escrava. Em 1813, Liberta entrou na justiça contra seu senhor para ganhar sua liberdade com a justificativa de que seu senhor havia lhe prometido liberdade e não cumprira. Mas como as leis no Brasil sempre tiveram uma brecha, José V. Rebello doou sua escrava para enteado seu, Floriano José Marques, acreditando que se a escrava não fosse mais dele ele não precisaria cumprir a promessa. O processo durou até o ano de 1814, quando Liberta desiste da ação na justiça e acaba recebendo sua liberdade. Acredita-se que Floriano e José fizeram um acordo, pois José tinha medo que os crimes que ele e sua filha cometeram pudessem aparecer no tribunal. Após receber a liberdade, Liberta teve ainda mais dois filhos, José e Joaquina, nascidos livres. Porém as condições de vida no Brasil eram precárias, então Liberta deixou, José e Joaquina com um Major Antonio Luís de Andrade para que os criasse e ensinasse a seu menino o ofício de alfaiate. Mas a história estava longe de um final feliz. O major faleceu e sua esposa tentou vender as crianças como escravas, mas José e Joaquina fizeram como sua mãe, entraram na justiça e conseguiram novamente sua liberdade, pois haviam nascidos livres. Assim percebemos que no Brasil a condição do escravo poderia ser mudada, com muito trabalho e persistência, como mostra as mais de 400 ações entre 1808 e 1888, sendo que mais da metade delas foram ganhas pelos escravos.
GRINBERG, Keila. Contra enganadores. In: Revista de História. Ano 3, nº32. Maio de 2008. P.26-27

Por Eliphas Bruno