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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

vídeo aula: BRASIL IMPÉRIO - I REINADO


músicas: I REINADO

Tem revolução no porto e por aqui
O Brasil chora o retorno de D. João.
Inglaterra e brasileiros aí se aproximam
Então determinam a separação
Teve luta no Pará e na Cisplatina
Lá pela Bahia e no Maranhão.

Mercenários, então, vêm lutar.
Nosso povo, bucha de canhão
Convenceu Portugal
Com o título e indenização.

Juntos outrora, mudam e agora
São inimigos, é constituição,
Mas D. Pedro não se curvou
Nossas leis, ele outorgou
Da Igreja ao Moderador, ele quer
Tudo comandar.
E a elite do meu País
Se não quer, não vai descansar
Até ele abdicar.

Mercenários, então, vêm lutar.
Nosso povo, bucha de canhão
Convenceu Portugal
Com o título e indenização.

Cisplatina que se perdeu
Vi Banco do Brasil, até ele abdicar.
Equador, confederação
E garrafas eu vi voar, até ele abdicar.

Cisplatina que se perdeu
Vi Banco do Brasil, até ele abdicar.
Equador, confederação
E garrafas eu vi voar, até ele abdicar.






sem fonte: achei o vídeo em pesquisa no youtube.com.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sugestão de atividade: escravidão


1 - (FATEC) A escravidão indígena adotada no início da colonização do Brasil, foi progressivamente abandonada e substituída pela africana, entre outros motivos, devido:
a) ao constante empenho do Papado na defesa dos índios contra os colonos.
b) à bem sucedida campanha dos jesuítas em favor dos índios.
c) à completa incapacidade dos índios para o trabalho.
d) aos grandes lucros proporcionados pelo tráfico negreiro aos capi¬tais particulares e à coroa.
e) ao desejo manifestado pelos negros de emigrarem para o Brasil em busca de trabalho.

2 - (Vunesp) “No Brasil, costumam dizer que para os escravos são necessários três “Ps”, a saber, pau, pão e pano. E, posto que comecem mal, principiando pelo castigo que é o pau, contudo, prouvera a Deus que tão abundante fosse o comer e o vestir como muitas vezes é o castigo. (André João Antonil, Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas, 1711)
a) Qual a crítica ao sistema escravista feita pelo autor do trecho apresentado?
b) Indique dois motivos que explicam a introdução da escravidão negra na porção americana do Império português.


3 - (Fafi-MG) Analisando as estruturas econômicas coloniais, o historiador Caio Prado Jr., assim se referiu ao tema da escravidão: “É aliás esta exigência da colonização que explica o renascimento, na civilização ocidental, da escravidão em declínio desde os fins do Império Romano e já quase extinta de todo neste século XVI em que se inicia aquela colonização”
A qual exigência da colonização o autor está se referindo?
a) Ao fato de o litoral brasileiro apresentar imenso potencial mineral e somente os escravos africanos terem a necessária técnica de extração.
b) À definição de uma colonização baseada na plantation, dentro dos padrões mercantilistas da época moderna.
c) À impossibilidade de se utilizar o trabalho escravo dos indígenas, visto que não se adaptaram de forma conveniente ao trabalho compulsório.
d) À especialidade própria das regiões americanas, que estavam a exigir a implantação de um amplo sistema de feitorias destinadas ao comércio dos produtos tropicais.


4 - (UFMG) Leia os versos:
"Seiscentas peças barganhei / - Que pechincha! - no Senegal / A carne é rija, os músculos de aço, / Boa liga do melhor metal. / Em troca dei só aguardente,/
/ Contas, latão - um peso morto! / Eu ganho oitocentos por cento / Se a metade chegar ao porto".
(Heinrich HEINE, apud BOSI, Alfredo. DIALÉTICA DA COLONIZAÇÃO. São Paulo: Cia. das Letras, 1992).
a) IDENTIFIQUE a atividade a que se referem esses versos.
b) Cada uma das estrofes desenvolve uma ideia central. IDENTIFIQUE essas ideias.


5 - (CESGRANRIO) No Brasil, o quilombo foi uma das formas de resistência da população escrava. Sobre os quilombos no Brasil, é correto afirmar que o(a):
a) maior número de quilombos se concentrou na região nordeste do Brasil, em função da decadência da lavoura cafeeira, já que os fazendeiros, impossibilitados de sustentar os escravos, incentivavam-lhes a fuga.
b) maior dos quilombos brasileiros, Palmares, foi extinto a partir de um acordo entre Zumbi e o governador de Pernambuco, que se comprometeu a não punir os escravos que desejassem retornar às fazendas.
c) existência de poucos quilombos na região Norte pode ser explicada pela administração diferenciada, já que, no Estado do Grão-Pará e Maranhão, a Coroa Portuguesa havia proibido a escravidão negra.
d) quase inexistência de quilombos no Sul do Brasil se relaciona à pequena porcentagem de negros na região, o que também permitiu que lá não ocorressem questões ligadas à segregação racial.
e) população dos quilombos também era formada por indígenas ameaçados pelos europeus, brancos pobres e outros aventureiros e desertores, embora predominassem africanos e seus descendentes.




segunda-feira, 4 de junho de 2012

Capoeira: Origens


Descobrindo a capoeira
Criada pelo negro escravo, como instrumento de sua luta pela libertação, a capoeira, mais do que um jogo, nasceu como uma arte marcial, uma luta, um instrumento de combate e resistência. Como não possuíam armas suficientes para combater à opressão de feitores e capitães do mato, os escravos utilizavam os movimentos da futura luta como recursos instintivos e naturais de preservação da vida, por intermédio do próprio corpo. Esses movimentos possivelmente foram, com o passar dos anos, sendo disfarçados pela ginga de corpo e um leve toque de dança, que acrescentava acrobacias, que mais tarde iriam se transformar no que chamamos hoje de “floreios”, que são movimentos manhosos, ágeis, espertos e traiçoeiramente defensivos, que servem para disfarçar o caráter belicoso da capoeira. De acordo com Rego “A capoeira foi inventada de divertimento, mas na realidade funcionava como faca de dois gumes. Ao lado do normal e do cotidiano, que era divertir, era luta também no momento oportuno”.(1968, p.35).

Um outro fator relevante sobre a capoeira è que, se por um lado ela não veio pronta e acabada da África, também não podemos dizer que a mesma se trata de uma criação genuinamente brasileira, pois, apesar de ter sido inventada no Brasil, muitos são os elementos dessa arte que nos remetem a “práticas” africanas. Portanto, preferimos acreditar que sua origem è afro-brasileira, entendendo a herança africana como matéria-prima e as condições sociais do Brasil escravista como catalisadoras do processo de criação e desenvolvimento dessa arte, haja vista que mesmo com a escravização de africanos para outros países, estes nunca denotaram indícios de existência da capoeira em seus territórios.

No caso da capoeira, tudo leva a crer que seja uma invenção dos africanos no Brasil, desenvolvidas por seus descendentes afro-brasileiros, tendo em vista uma série de fatores colhidos em documentos escritos e, sobretudo no convívio e diálogo constante com os capoeiras atuais e antigos que ainda vivem na Bahia. (REGO, 1968, p.31).
A capoeira hoje já é praticada, mesmo de forma pontual, em cerca de 140 países do mundo, mas nasceu aqui no Brasil. Sua origem deu-se, provavelmente, no grupo Bantú-Angolense, uma das divisões de povos mais fortes oriundas da África. Os negros desta região eram considerados altos, ágeis e fortes, com grande capacidade de adaptação cultural.
De acordo com Sodré (2005, p.153),

Vadiação e brincadeira são outros nomes com que os negros designavam o jogo da capoeira. Capoeira se luta, joga, brinca, é algo que se faz entre amigos e companheiros. Como? Primeiro, forma-se uma roda composta de dois e mais jogadores, berimbau (arco retezado por um fio de aço percutido por uma vareta e ao qual se prende uma cabaça capaz de funcionar como caixa de ressonância), pandeiros, caxixis ou reco-recos. Em seguida dois homens entram no circulo, abaixando-se na frente dos músicos, ao som dos instrumentos e de canções (chulas) específicas. Na capoeira dita de angola, ao se cantar a expressão “volta ao mundo” está dado o sinal para o início do jogo.
Marca de diversas rebeliões durante a existência da escravatura, a capoeira desenvolveu-se como uma luta de revide. Os 3,5 milhões de negros trazidos à força da África aprimoraram essa arte marcial e usaram-na sempre para enfrentar os ataques e desmandos de seus opressores. Enfim, nas três regiões que mais acolheram negros africanos, Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia, a capoeira era utilizada com o fim de acabar com a dominação e a exploração das elites e, ainda, na luta pela liberdade.

A dominação, a perseguição e a discriminação aos negros fizeram, paradoxalmente, com que a capoeira ganhasse cada vez mais força no Brasil com o decorrer do tempo. A Abolição da Escravatura é um exemplo. Em 1888, quando da promulgação da Lei Áurea, o governo baixou um decreto que autorizava a entrada no país de africanos e asiáticos, somente mediante a aprovação do Congresso Nacional, tornando o que era para ser um avanço, mais uma forma explícita de discriminação.


A “abolição”, aliás, deixou uma herança maldita para os ex-escravos, “libertos”. Não tinham acesso aos meios de produção e à educação, não possuíam condições mínimas de enfrentar o mercado de trabalho, nem receberam um só trocado como indenização ou algo semelhante. Por tal razão, foram jogados nas ruas e infelizmente não tiveram outra opção, num primeiro momento, a não ser cair numa condição de marginalidade.


Foram tempos de grande sofrimento e de enorme confusão para a população negra e suas lideranças. Afinal, estavam “livres”, mas não tinham para onde ir, onde trabalhar, o que comer e nem o que vestir. As elites aproveitaram e deram uma “ajuda”: associaram a imagem do negro à de um “agente criminoso”, vadio, malandro e capadócio. A perseguição continuava e a exploração também. Praticamente, nada foi feito pela integração social do cidadão negro “libertado” pela lei de 13 de maio.

Chegada a década da abolição - em 1880 - os negros estão nas ruas, o ambiente é crítico e caótico, e as condições já são bem favoráveis tanto à abolição quanto ao golpe militar que vai derrubar a Monarquia em 1889. [...]
Este golpe vai organizar o caos – e organizar o caos significa disciplinar a população negra, pois o caos eram os negros fujões; eram os quilombos na periferia da cidade; eram os negros libertos perambulando para baixo e para cima; era uma quantidade infinita de capoeiras – mais especificamente no rio de Janeiro – que, em maltas ou individualmente, vendiam indiscriminadamente seus serviços para abolicionistas, liberais, conservadores, monarquistas e republicanos. (CAPOEIRA, 1992, p. 35)

A República, que sucedeu o Império, manteve os grilhões e herdou seus preconceitos. Enquanto o poder público classificava a capoeira como crime, políticos sem escrúpulos e seus aliados aproveitavam-se da total miséria da comunidade negra para transformá-la em massa de manobra. Os negros, sem dinheiro e sem recursos para sobreviverem eram contratados para milícias particulares, para expandir os domínios desses políticos e para exterminar seus rivais. A capoeira nasceu da necessidade de libertação de um povo escravizado e, evidentemente, revoltado. Segundo Sodré (2005, p.155),
A crônica da capoeira até quase o fim do império revela disposições permanentes de resistência marcial aos dispositivos repressivos de ordem escravagista. Desde pouco antes da abolição e durante a primeira república, os capoeiristas passaram a ser usados, sobretudo no Rio de Janeiro, como capangas, (às vezes contra os próprios negros ou contra republicanos) por políticos e pessoas de influência. Não sendo esse o caso, o capoeirista era freqüentemente apontado como autor de tropelias e desordens, suscitando mais uma vez medidas legislativas específicas.
Apesar de perseguida no século XIX, a prática da “capoeiragem” recebeu um tratamento criminal oficial em todo o território nacional somente a partir da República. O Código Penal da República oficializou este tratamento:
Art. 402. Fazer nas ruas e praças públicas, exercícios de agilidade e destreza corporal conhecida pela denominação capoeiragem (...) Pena: de prisão celular por dois a seis meses.
Parágrafo Único: É considerada circunstância agravante pertencer o capoeira a algum bando ou malta.
Art. 404. Se nesses exercícios de capoeiragem perpretar homicídio, praticar alguma lesão corporal, ultrajar o poder público e particular, perturbar a ordem, a tranqüilidade ou segurança pública ou for encontrado com armas incorrerá cumulativamente nas penas cominadas para tais crimes.(REGO, 1968, p.292).

A capoeira continuou perseguida, enquadrada como crime no começo do século passado. Mas resistiu, com seus fundamentos e sua filosofia. Mais tarde, começou a ganhar consistência como traço de uma cultura popular. Ainda neste sentido, Sodré (2005, p. 155) faz o seguinte registro:
Mas a capoeira implicava, como toda estratégia cultural dos negros no Brasil, um jogo de resistência e acomodação. Luta com aparência de dança, dança que aparenta combate, fantasia de luta, vadiação, mandinga, a capoeira sobreviveu por ser jogo cultural. Um jogo de destreza e malicia em que se fingi lutar, e fingi-se tão bem que o conceito de verdade da luta se dissolve aos olhos do espectador e – ai dele – do adversário desavisado.
Surgiram, então, os amantes e divulgadores da capoeira como luta e outros que a enxergavam como parte do “folclore” e da cultura do negro descendente de africanos. Vicente Ferreira Pastinha, o baiano Mestre Pastinha, foi um dos maiores nomes da capoeira no final do século XIX e início do século XX. Fundou o Centro Esportivo de Capoeira Angola, na Bahia, mantendo os fundamentos da capoeira e até implantando alguns de sua própria criação.

Mestre Pastinha foi o mais célebre representante da Capoeira de Angola (posteriormente, assim chamada), dedicando toda sua vida para valorizar essa manifestação, genuinamente afro-brasileira.


A Capoeira Regional, típica da cultura baiana, foi criada em 1928, por Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, e era focada na luta. Ele utilizou nessa criação os seus amplos conhecimentos da Capoeira tradicional e do Batuque.


Alguns estudiosos consideram a Capoeira tradicional mãe da Capoeira Regional, que também recebeu a influência do Batuque, que é uma luta aguerrida, violenta, cujo objetivo é jogar o adversário no chão usando apenas as pernas. "Em 1928 eu criei, completa, a regional" disse Mestre Bimba, esclarecendo que "é o Batuque misturado com a capoeira tradicional, com mais golpes. Uma verdadeira luta, boa para o físico e para a mente”.


Mestre Bimba adquiriu a condição de Mestre de Capoeira, graças ao reconhecimento popular, ao seu trabalho e pelo respeito da sociedade baiana. Isso numa época em que as perseguições às manifestações da cultura negra eram muito intensas e cruéis. Através de seu trabalho e esforço, a capoeira ganhou características desportivas fundamentais no processo de massificação.


Hoje, presenciamos uma explosão dessa arte nacional. No Brasil, existem 6 milhões de praticantes. Só em São Paulo existem 6 mil e quinhentas academias de capoeira registradas. Se considerarmos o fato de ter sido crime sua prática no começo do século passado, é um enorme avanço.


A capoeira é, por tudo isso, sua história e origem, um potente instrumento de educação e integração social. Ela nasceu da luta contra a exclusão; combateu, desde os primórdios da escravidão, a opressão. É uma arte que demonstra ser possível viver em harmonia independente da cor da pele ou origem social.



fonte:http://www.guetocapoeira.org.br/oqueecapoeira.html

sexta-feira, 30 de março de 2012

Poesia histórica sobre o nascimento da nação brasileira no século XIX

"Inventaram nossa nacionalidade
para os ricos e pomposos
as gentalhas são só sobras
e os escravos manivelas.

Nem Bonifácio, nem Hipólito
imaginaram um sonho sólido
era um sonho em devaneio
para os ricos e pomposos!

Haja pedras a construir
uma nação em diferenças
estabelecem tua crença
e também o teu salário.

Não resgatam os teus filhos
que no chão sujo estão cuspindo
esmagam-lhes com teus sapatos
numeração quarenta e quatro.

Salva-lhes Iemanjá
Ogum, Exu ou meu Obá
pois uma nação inventada
é para ricos e pomposos!"

Herculano Novaes

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sugestão de Atividade 8º ano: Segundo Reinado, Período Regencial

01. (MACKENZIE) Do ponto de vista político, podemos considerar o Período Regencial como:
                            
a) uma época conturbada politicamente, embora sem lutas separatistas que comprometessem a unidade do país;

b) um período em que as reivindicações populares, como direito de voto, abolição da escravidão e descentralização política, foram amplamente atendidas;

c) uma transição para o regime republicano que se instalou no país a partir de 1840;

d) uma fase extremamente agitada com crises e revoltas em várias províncias, geradas pelas contradições daselites, classe média e camadas populares;

e) uma etapa marcada pela estabilidade política, já que a oposição ao Imperador Pedro I aproximou os vários segmentos sociais, facilitando as alianças na Regência.

                                
02. Durante o Período Regencial:

a) A monarquia imperial foi extinta, instaurando-se em seu lugar uma república Federalista.
b) Os regentes governaram de forma absoluta, fazendo uso indiscriminado do Poder Moderador.
c) As facções federalistas criaram a Guarda Nacional, um eficiente instrumento militar de oposição ao Exército regular da Regência.
d) Nenhum regente fez uso do Poder Moderador, o que, de certa maneira, permitiu a prática do Parlamentarismo.
e) As camadas populares defenderam a proclamação de República e a extinção da escravidão.


03. (UFGO) O Período Regencial apresentou as seguintes características, menos:

a) Durante as Regências surgiram nossos primeiros partidos políticos: o Liberal e o Conservador.

b) O Partido Liberal representava as novas aspirações populares, revolucionárias e republicanas.

c) Foi um período de crise econômica e social que resultou em revoluções como a Cabanagem e a Balaiada.

d) Houve a promulgação do Ato Adicional à Constituição, pelo qual o regente passaria a ser eleito diretamente pelos cidadãos com direito de voto.

e) Formaram-se as lideranças políticas que teriam atuação marcante no II Reinado.


04. (UNITAU) Sobre o Período Regencial (1831 - 1840), é incorreto afirmar que:

a) foi um período de intensa agitação social, com a Cabanagem no Rio Grande do Sul e a guerra dos Farrapos no Rio de Janeiro;
b) passou por três etapas: regência trina provisória, regência trina e regência una;
c) foi criada a Guarda Nacional, formada por tropas controladas pelos grandes fazendeiros;
d) através do Ato Adicional as províncias ganharam mais autonomia;
e) cai a participação do açúcar entre os produtos exportados pelo Brasil e cresce a participação do café.


05. (UFS) " ... desligado o povo rio-grandense da comunhão brasileira, reassume todos os direitos da primitiva liberdade; usa destes direitos imprescritíveis constituindo-se República Independente; toma na extensa escala dos Estados Soberanos o lugar que lhe compete ..."

Na evolução histórica brasileira, pode-se associar as idéias do texto à:

a) Sabinada
b) Balaiada
c) Farroupilha
d) Guerra dos Emboabas
e) Confederação do Equador


06. "Em 1835, o temor da "haitianização" que já era comum entre muitos políticos do Primeiro Reinado, cresceu ainda mais depois da veiculação da estarrecedora notícia: milhares de escravos se amotinaram a ameaçavam tomar a capital da província."

O texto acima trata da:

a) Balaiada ocorrida no Maranhão;
b) Revolta dos Quebra-Quilos, verificada em Alagoas;
c) Abrilada, detonada no Rio de Janeiro;
d) Revolta dos Malês, ocorrida na Bahia;
e) Revolta do "Maneta", destravada em Pernambuco.



07. (MACKENZIE) Marque a alternativa que completa corretamente o texto seguinte:

"As causas da ___________ eram anunciadas por Bento Gonçalves no manifesto de 29 de agosto de 1838, denunciando as altas tarifas sobre os produtos regionais: ouro, sebo, charque e graxa, política esta responsável pela separação da província de São Pedro do Rio Grande do Sul da Comunidade Brasileira."

a) Cabanagem
b) Balaiada
c) Farroupilha
d) Sabinada
e) Confederação do Equador


08. (UCSAL) Durante as primeiras décadas do Império, a Bahia passou grande agitação política e social. Ocorreram várias revoltas contra a permanência de portugueses que haviam lutado contra os baianos na Guerra da Independência. Entre as revoltas a que o texto se refere pode-se destacar, a:

a) Farroupilha
b) Praieira
c) Balaiada
d) Cabanagem
e) Sabinada


09. (FUVEST) A Sabinada que agitou a Bahia entre novembro de 1837 e março de 1838:

a) tinha objetivos separatistas, no que diferia frontalmente das outras rebeliões do período;

b) foi uma rebelião contra o poder instituído no Rio de Janeiro que contou com a participação popular;

c) assemelhou-se à Guerra dos Farrapos, tanto pela posição anti-escravista quanto pela violência e duração da luta;

d) aproximou-se, em suas proposições políticas, das demais rebeliões do período pela defesa do regime monárquico;

e) pode ser vista como uma continuidade da Rebelião dos Alfaiates, pois os dois movimentos tinham os
mesmos objetivos.


10. (UMC) O Golpe da Maioridade, datado de julho de 1840 e que elevou D. Pedro II a imperador do Brasil, foi justificado como sendo:

a) uma estratégia para manter a unidade nacional, abalada pelas sucessivas rebeliões provinciais;
b) o único caminho para que o país alcançasse novo patamar de desenvolvimento econômico e social;
c) a melhor saída para impedir que o Partido Liberal dominasse a política nacional;
d) a forma mais viável para o governo aceitar a proclamação da República e a abolição da escravidão;
e) uma estratégia para impedir a instalação de um governo ditatorial e simpatizante do socialismo utópico.

sábado, 8 de outubro de 2011

Sugestão de Atividades 8º ano: Brasil Império


UNESP - 1994
A respeito da independência do Brasil, pode-se afirmar que:
a) consubstanciou os ideais propostos na Confederação do Equador.
b) instituiu a monarquia como forma de governo, a partir de amplo movimento popular.
c) propôs, a partir das idéias liberais das elites políticas, a extinção do tráfico de escravos, contrariando os interesses da Inglaterra.
d) provocou, a partir da Constituição de 1824, profundas transformações na estruturas econômicas e sociais do País.
e) implicou na adoção da forma monárquica de governo e preservou os interesses básicos dos proprietários de terras e de escravos.

PUCPR - 2005
Dentre as características da Carta Imperial de 1824, outorgada por D. Pedro I, NÃO está incluído ou incluída:
a) o voto universal e secreto.
b) o exercício do Poder Moderador pelo monarca.
c) a forma unitária do Estado.
d) o casamento apenas religioso, com efeitos civis.
e) a divisão do território nacional em Províncias.

PUCMG - 2004
Sobre a independência do Brasil, é INCORRETO afirmar que:
a) resultou de um processo político comandado pelos grandes proprietários de terras.
b) girou em torno de D. Pedro I com o objetivo de garantir a unidade do país.
c) proporcionou mudanças radicais na estrutura de produção para beneficiar as elites.
d) continuou a produção a atender às exigências do mercado internacional.

PUCRS - 2003
A Carta Constitucional de 1824 fixou um núcleo de poder político cujo exercício seria marcante no parlamentarismo monárquico brasileiro e que incluía as seguintes atribuições: empregar a força armada; escolher os senadores a partir de lista tríplice; sancionar e vetar atos do legislativo; dissolver a Câmara; nomear juízes.
Segundo a referida Constituição, esse conjunto de atribuições era exercido
a) pelo Primeiro Ministro.
b) pelo Supremo Tribunal de Justiça.
c) pelo Monarca.
d) pela Câmara dos Deputados.
e) pelo Conselho de Estado.

Mackenzie - 2000
Está aí explicação para a originalidade do Brasil na América Latina: manter a unidade e ser durante o século XIX a única monarquia da América.  (Caceres - "História do Brasil")
Assinale a alternativa que justifica a frase anterior.
a) A unidade e a monarquia interessavam à elite proprietária que temia o fim do trabalho escravo e as lutas regionais, daí a independência feita de cima para baixo.
b) A forma de governo monárquico fora imposição da Inglaterra para reconhecer nossa independência.
c) Os líderes da aristocracia rural eram abolicionistas e republicanos e relutavam em aceitar o governo monárquico.
d) O separatismo nunca esteve presente em nossa História, nem na fase colonial e tampouco no império.
e) Os liberais no Brasil da época não temiam a haitização do país, já que defendiam o fim da escravidão e amplos direitos à população.

FUVEST - 2002
Sobre a condição dos escravos no Brasil monárquico, é possível afirmar que eles
a) foram protagonistas de diversas rebeliões.
b) eram impedidos de constituir família.
c) sofreram a destruição completa de sua cultura.
d) concentravam-se no campo, não trabalhando nas cidades.
e) não tinham possibilidades legais de conseguir alforria.

PUCMG - 1999
A primeira constituição brasileira de 1824 estabelece, EXCETO:
a) governo monárquico e hereditário.
b) unitarismo como forma de Estado.
c) voto censitário e a descoberto (não secreto).
d) liberalismo econômico mantendo a escravidão.
e) amplas restrições aos poderes do imperador.

UNESP - 1999
Assinale a alternativa que indica um movimento separatista ocorrido no período do Império brasileiro que incorporou o ideal republicano.
a) Confederação do Equador.
b) Revolta de Beckman.
c) Inconfidência Mineira.
d) Canudos.
e) Conjuração Baiana.

UFPR - 1994
Quais as razões da renúncia de D. Pedro I ao trono brasileiro em 1831?


FAAP - 1996
O fuzilamento de Frei Caneca está ligado ao seguinte fato da História do Brasil:
a) Inconfidência Mineira
b) Confederação do Equador
c) Revolta dos Canudos
d) A Praieira
e) Revolução Farroupilha

FAAP - 1996
Nas lutas conhecidas como Guerras da Independência e no reconhecimento externo da Independência, o Brasil foi auxiliado pelo(a):
a) França
b) Espanha
c) Itália
d) Estados Unidos
e) Inglaterra



“Não é que eu faça questão de ser feliz, eu só queria que parassem de morrer de fome a um palmo do meu nariz.”
Humberto Gessinger



quinta-feira, 30 de junho de 2011

Casos do Brasil: CALAR JAMAIS.

Quando pensamos na escravidão dos nativos africanos aqui no Brasil, geralmente vem em nossa mente a figura de pessoas fracas, submissas que não buscavam seus interesses e direitos. Um caso bem peculiar foi do escravos Antônio Francisco Granjeiro que diferente de muitos brancos da época (final do século XVIII) tinha além do conhecimento da escrita, um conhecimento jurídico e algum dinheiro guardado. Com o seu trabalho de alfaiate, conseguiu juntar dinhiero suficiente para comprar sua alforria e para gastos futuros para alcançar tal objetivo. Porém seu senhor Joaquim Vicente dos Reis não quis perder seu investimento, usando da prerrogativa de mesmo com o pagamento não libertar seu escravo. Granjeiro sabia que somente o poder monárquico poderia lhe ajudar, ele se aproveitou do fato que seu senhjor o mandara para Angola e ainda no Brasil mudou seu destino, ele foi pedir auxílio para a Rainha de Portugal: Dona Maria. Não se sabe ao certo se A. F. Granjeiro chegou a conversar com a Rainha, sabe-se de concreto que ela ordenou que o escravo deposita-se em juízo a quantia estabelecida e seu senhor seria obrigado a libertá-lo. Porém a felicidade do agora ex-escravo durou pouco, Joaquim Vicente dos Reis pediu para a justiça cancelar a liberdade de Granjeiro alegando que seu escravo ao pedir a liberdade, não era mais seu escravo e sim de Angola. Granjeiro perdeu sua liberdade e novamente se tornou escravo (fato raro na História) e enfim foi enviado para Angola, não deixando mais notícias. Essa história infelizmente não tem um final "feliz", porém ela serve para nos mostrar a força que muitos escravos tinham. E não foi devido a Rainha ou a Vicente dos Reis que essa história chegou até nós, mas pelo fato de que Antônio Francisco Granjeiro era um escravo consciente de seus direitos e de seus deveres, E cabe também a nós refletir sobre o número de casos semelhantes que possam ter ocorrido e nós não temos conhecimento.

GUGLIELMO, Mariana Gonçalves. Calar Jamais. in: Revista de história. Ano 6. número 69, junho de 2001. 

Por Eliphas Bruno

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A história do Brasil segundo a poesia de José Paulo Paes

O Segundo Império

Sejamos filosóficos, frugais,
Eruditos, ordeiros, racatados,
Um casebre, se digno, vale mais
Que palácio de alfaias atestado.

Sejamos sobretudo liberais
E, ao figurino inglês aperfeiçoados,
Tolerantes, medíocres, legais,
Por jeito d'alma e por razões de Estado.

Sejamos, na cozinha, escravocratas,
Mas abolicionistas de salão:
A dubiedade é-nós virtude grata.

Com ela se garante bom quinhão
Dessa imortalidade compulsória
Que é justiça de Deus na voz da História




PAES, José Paulo. Histórias do Brasil. Editora Global: São Paulo, 2006. p. 32.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A guerra do Paraguai

   O filme "A guerra do Brasil" retrata os acontecimentos ocorridos de 1864 - 1870 e seus contexto de forma que a historiografia tradicional defende. Mas F. Doratioto aborda uma nova visão desses fatos que também vai de encontro com a teoria revisionista. O filme aborda várias entrevistas em que os depoentes demonstram que seu pensamento tradicional prevalece em suas falas. Quando o militar está explicando o contexto da guerra ou a batalha de Humaitá percebe-se que o interesse do Império Brasileiro a partir desse pensamento é defensivo e coloca Lopez como o imperialista que estava tomando o espaço brasileiro. Mas F. Doratioto que o interesse do Brasil na bacia do Rio do Prata é geopolítico, em que sua importância econômica era demasiadamente indispensável. Para concepção do filme Solano Lopez era uma ameaça a Inglaterra, que usando de sua influência levantou a Tríplice Aliança para lutar contra essa futura potência que abalaria a estrutura inglesa. Mas a historiografia tradicional, no qual está inserido o contexto de que o filme foi produzido ainda não haviam tido o conhecimento de documentos que comprovavam que naquele período que era o império brasileiro que não mantinham relações diplomáticas com o império britânico, nesse aspecto é difícil de crer que o império brasileiro tivesse sido um peão de manobra da Coroa inglesa juntamente com Uruguai e Argentina para desarticular o processo de industrialização paraguaia. A teoria proposta por Doratioto afirma de forma clara e em oposição ao filme que os interesses da guerra foram geopolíticos locais.É claro que os ingleses tanto quanto os E.U.A tinham interesses na região, pois pelo escoamento pelo Rio do Prata que os produtos ingleses e norte-americanos chegavam ao interior do continente. Assim como pontos divergentes, há também alguns pontos que são convergentes entre o texto e o filme. A análise feita a partir da questão maçônica no pretexto para a guerra, ou no seu desenrolar teve repercussão. O imperador brasileiro, o presidente argentino e uruguaio eram todos maçons, entretanto S. Lopez não era. Esse fato curioso poderia ter sido um dos estopins para o grande conflito armado já ocorrido na América do Sul. Cabe a partir da análise do filme de Silvio Back e do texto de F, Doratioto a criação de ideias que possam elucidar de maneira mais sucinta este conflito de tamanha magnitude.   


Filme: A guerra do Brasil. Um filme de Silvio Back
Texto: DORATIOTO, Francisco Fernando Monteoliva. O conflito com o Paraguai: A grande guerra do Brasil. Editora Ática: São Paulo, 1996.


Por Eliphas Bruno