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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Reinos africanos: breve resumo

https://pt.slideshare.net/caifas04/histria-e-cultura-afro-brasileira-2


Tema: História e Cultura Afro-brasielira  

Música – África – Palavra Cantada


Quem não sabe onde é o Sudão

Saberá

A Nigéria, o Gabão, Ruanda

Quem não sabe onde fica o Senegal

A Tanzânia e a Namíbia

Guiné-Bissau?

Todo o povo do Japão

Saberá

De onde veio o leão de judá

Alemanha e Canadá, saberão

Toda a gente da Bahia, sabe já

De onde vem a melodia, do ijexá

O sol nasce todo dia, vem de lá

Entre o Oriente e o Ocidente

Onde fica?

Qual a origem da gente?

Onde fica?

África fica no meio do mapa do mundo

Do Atlas da vida

Áfricas ficam na África que fica lá

E aqui África ficará

Basta atravessar o mar

Pra chegar

Onde cresce o Baobá

Pra saber

Da Floresta de Oxalá

E malê

No deserto de Alah

Do ilê

Banto mulçumanamagô, Yorubá

Entre o Oriente e o Ocidente

Onde fica?

Qual a origem da gente?

Onde fica?

África fica no meio do mapa do mundo

Do Atlas da vida

Áfricas ficam na África que fica lá

E aqui África ficará


 

1 – A canção acima apresenta aspectos culturais do continente africano. Com base nas informações e interpretação canção assinale a alternativa correta:

a) A canção aborda a temática da exploração colonial europeia no século XV no continente africano.

b) Os aspectos culturais presentes na canção nos faz pensar que a cultura do continente africano é igual para todos o seu território.

c) A canção nos apresenta a diversidade cultural presente no continente africano e parte de suas peculiaridades como, por exemplo, a origem do homem, religiosidade, características geográficas, etc.

d) A canção enaltece a cultura africana em detrimento das culturas europeias.

 

2 – Assinale a alternativa correta sobre a interpretação da canção África, apresentada acima.

a) O continente africano tem como base religiosa o cristianismo.

b) O continente africano tem como base religiosa o islamismo.

c) O continente africano apresenta uma diversidade religiosa, pois temos diversas religiões presentes no território.

d) Os contos africanos são exclusivamente de origem oral.

 

3 – Países africanos que falam a língua portuguesa:

a) Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné Equatorial.

b) Angola, Sudão, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné Equatorial.

c) Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Ruanda.

d) Angola, Serra Leoa, República Centro Africana e Congo.

 

 

 

4 – No Brasil esse termo significa: “professor, senhor. Termo usado no Brasil para designar os negros muçulmanos que sabiam ler e escrever em língua árabe.”

a) Malê

b) Iorubá

c) Baobá

d) Orixá

 

5 - A construção de estereótipos, na maioria das vezes negativos, criam empecilhos para que a população brasileira, majoritariamente descendente de africanos, reconheça  uma de suas matrizes formadoras. Assinale a alternativa que representa os estereótipos mais comuns ao se retratar os países africanos:

a) Visão estereotipada que apresenta o território africano como sendo o centro da cultura ocidental em detrimento das demais culturas ocidentais e orientais

b) Visão estereotipada:  três "Ts" (tribo, tambor e Tarzan), que corresponde ao imaginário criado a um continente supostamente exótico, primitivo, miserável, ignorante e violento.

c) Visão reducionista que mostra os povos subsaarianos como superiores aos demais povos africanos.

d) Visão teocrática, pois aborda as religiões africanas como universais e salvíficas.

 

6 – Leia o mapa a seguir:

Assinale a alternativa que apresenta corretamente os principais povos que foram escravizados na África e trazidos a força para o Brasil:

a) Sudaneses e Axuns.

b) Bantos e Sudaneses.

c) Bantos e Gongos.

d) Sudaneses e Mali;

 

 

“Ubuntu: Sou o que sou pelo que nós somos”

Provérbio Africano

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Atividade: Mesopotâmia


1 - A região denominada Mesopotâmia ficava entre os rios
a) Nilo e Ganges
b) Tigre e Eufrates
c) Nilo e Tigre
d) Ganges e Eufrates
e) Ganges e Tigre

2 - Alguns povos que fizeram parte da civilização Mesopotâmica são
a) sumérios e acádios
b) gregos e romanos
c) gregos e egípcios
d) sumérios e romanos
e) egípcios e acádios

3 - O nome da região que deu origem a várias civilizações da Antiguidade e possuía uma terra fecunda era:
a) Jardins da Babilônia
b) Foz do rio Nilo
c) Acádia Babilônica
d) Torre de Babel
e) Crescente Fértil

4 - Quais das cidades abaixo fizeram parte do desenvolvimento da Mesopotâmia?
a) Cairo, Roma e Atenas
b) Atenas, Babel e Uruk
c) Roma, Cairo e Babel
d) Acádia, Babilônia e Babel
e) Tessália, Corinto e Mileto

5 - Hamurabi, o mais importante rei da Babilônia, organizou o chamado Código de Hamurabi, que era:
a) um código de leis escritas
b) uma reunião de conselhos para o povo
c) um livro sagrado
d) uma assembleia
e) nenhuma das anteriores

6 - A mais antiga língua escrita, chamada de escrita cuneiforme, foi desenvolvida cerca de 3000 a.C. pelos:
a) Fenícios
b) Sumérios
c) Acádios
d) Babilônios
e) Amonitas

7 - (UFU/MG) Os fenícios, na Antiguidade, foram conhecidos, sobretudo, por suas atividades ligadas:
a) À propagação do monoteísmo.
b) Ao comércio marítimo.
c) Ao expansionismo militarista.
d) À criatividade científica.
e) À agricultura intensiva.

8 - (PUC/SP) Na História Antiga, os sumérios são necessariamente associados quando se estuda(m):
a) A evolução econômica da civilização fenícia.
b) A base cultural das civilizações mesopotâmicas.
c) O caráter medicinal das religiões africanas.
d) A tendência beligerante dos povos árabes.
e) As raízes culturais das civilizações do Extremo Oriente.

9 - (UFRN) As sociedades que, na Antiguidade, habitavam os vales dos rios Nilo, Tigre e Eufrates tinham em comum o fato de:
a) Terem desenvolvido um intenso comércio marítimo, que favoreceu a constituição de grandes civilizações hidráulicas.
b) Serem povos orientais que formaram diversas cidades-estado, as quais organizavam e controlavam a produção de cereais.
c) Haverem possibilitado a formação do Estado a partir da produção de excedentes, da necessidade de controle hidráulico e da diferenciação social.
d) Possuírem, baseados na prestação de serviço dos camponeses, imensos exércitos que viabilizaram a formação de grandes impérios milenares.

10 - (Unesp-2013) [Na Mesopotâmia,] todos os bens produzidos pelos próprios palácios e templos não eram suficientes para seu sustento. Assim, outros rendimentos eram buscados na exploração da população das aldeias e das cidades. As formas de exploração eram principalmente duas: os impostos e os trabalhos forçados. (Marcelo Rede. A Mesopotâmia, 2002.)
Entre os trabalhos forçados a que o texto se refere, podemos mencionar a
a) internação de doentes e loucos em áreas rurais, onde deviam cuidar das plantações de algodão, cevada e sésamo.
b) utilização de prisioneiros de guerra como artesãos ou pastores de grandes rebanhos de gado bovino e caprino.
c) escravidão definitiva dos filhos mais velhos das famílias de camponeses, o que caracterizava o sistema econômico mesopotâmico como escravista.
d) servidão por dívidas, que provocava a submissão total, pelo resto da vida, dos devedores aos credores.
e) obrigação de prestar serviços, devida por toda a população livre, nas obras realizadas pelo rei, como templos ou muralhas.

11 - (Fuvest) A partir do III milênio a. C. desenvolveram-se, nos vales dos grandes rios do Oriente Próximo, como o Nilo, o Tigre e o Eufrates, estados teocráticos, fortemente organizados e centralizados e com extensa burocracia. Uma explicação para seu surgimento é
a) a revolta dos camponeses e a insurreição dos artesãos nas cidades, que só puderam ser contidas pela imposição dos governos autoritários.
b) a necessidade de coordenar o trabalho de grandes contingentes humanos, para realizar obras de irrigação.
c) a influência das grandes civilizações do Extremo Oriente, que chegou ao Oriente Próximo através das caravanas de seda.
d) a expansão das religiões monoteístas, que fundamentavam o caráter divino da realeza e o poder absoluto do monarca.
e) a introdução de instrumentos de ferro e a consequente revolução tecnológica, que transformou a agricultura dos vales e levou à centralização do poder.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Atividade: Hebreus e Fenícios


1 – (UFRR/2014) “O senhor visitou Sara, como ele tinha dito, e cumpriu em seu favor o que havia prometido. Sara concebeu e, apesar de sua velhice, deu à luz um filho de Abraão, no tempo fixado por Deus. Abraão pôs o nome de Isaac ao filho que lhe nascera de Sara”. (Gênese, 21).
De Isaac descendem todos os hebreus. Sobre os hebreus e a antiguidade oriental é incorreto afirmar:
a) O Código de Hamurábi contém alguns direitos de Família, tais como: o homem tinha uma esposa principal e podia dispor de concubinas; a mulher principal tinha direitos que a concubina não possuía.
b) O reino de Davi foi superior aos impérios egípcios e babilônicos e até hoje Davi é o símbolo do poder político dos hebreus, no moderno Estado de Israel.
c) O hebraico é uma língua semita, pertencente ao mesmo grupo do aramaico e de outras línguas faladas na Mesopotâmia.
d) De 1200 a.C. a 1030 a.C., os hebreus desenvolveram um sistema tribal sem propriedade particular de bens de produção. Governantes existiram apenas em ocasiões de guerra.
e) Entre os hebreus, Iavé passou de um deus tribal para um deus universal; os profetas Amós e Isaías foram os grandes responsáveis pela mudança.

2 - (UFPE) Entre os povos do oriente médio, os hebreus foram os que mais influenciaram a cultura da civilização ocidental, uma vez que o cristianismo é considerado como uma continuação das tradições religiosas hebraicas.
A partir do texto anterior, assinale a alternativa incorreta:
a) Originários da Arábia, os hebreus constituíram dois reinos: o de Judá e o de Israel na Palestina.
b) As guerras geraram a unidade política dos hebreus. Essa unidade se firmou primeiro em torno de juízes e, depois, em volta dos reis.
c) Os profetas surgiram na Palestina por volta dos séculos VIII e VII a.C., quando ocorreu uma onda de protestos dos trabalhadores contra os comerciantes.
d) A religião hebraica passou por diversas fases, evoluindo do politeísmo ao monoteísmo difundido pelos profetas.
e) Os hebreus organizaram-se social e economicamente com base na propriedade da terra, o que deu
início à Diáspora.

3 - (UFRN) Entre os hebreus da Antiguidade, os profetas eram considerados mensageiros de Deus, lembrando ao povo as demandas da justiça e da Lei dadas por Javé. Isaías, um dos profetas dessa época, em nome de Javé proclamou:

“Ai dos que decretam leis injustas; dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos!” (Isaías 10:1-2)

“Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra!” (Isaías 5:8)
Esses pronunciamentos do profeta Isaías estão ligados a uma época da história hebraica em que ocorreu:

a) a saída dos hebreus do Egito, sob o comando de Moisés, e o estabelecimento em Canaã, conquistando as terras dos povos que ali habitavam.
b) a imigração para o Egito, quando os hebreus receberam terras férteis no delta do rio Nilo, por influência de José, que exercia ali o cargo de governador.
c) a formação de uma aristocracia, que enriquecera com o comércio e com a apropriação das terras dos camponeses endividados.
d) a conquista de Jerusalém por Nabucodonosor, quando os judeus foram despojados de suas terras e deportados para a Babilônia.
e) o domínio persa, como Ciro, o Grande, que massacrou milhares de camponeses hebreus.

4 - O termo semita é comumente usado para referir-se aos hebreus (ou judeus), tal como o termo antissemita é usado para qualificar o tipo de discurso ou ideia pessoal que tem por objetivo hostilizar a cultura hebraica. A origem desse termo, segundo a tradição hebraica, remete à figura de:
a) Sem, um profeta obscuro da época dos patriarcas.
b) Sem, um rei babilônico que dominou a Mesopotâmia.
c) Sem, filho de Noé.
d) Sem, isto é, os hebreus seminômades que habitavam a península arábica.

5 - (PUC-SP) Diáspora é o termo que designa a dispersão dos hebreus por várias regiões do mundo, após serem expulsos de seu território no século II. Somente depois de 1948, com a criação do Estado de Israel, esse povo pôde voltar a se reunir num mesmo país. Entretanto, essa reconquista vem sendo, há quase meio século, motivo de contendas entre os israelenses e o povo ocupante daquela região. O ano de 1995, talvez, seja o marco do apaziguamento desses conflitos, uma vez que acordos têm sido realizados pelos seus líderes, sob a chancela da diplomacia internacional – o que, infelizmente, não impediu o assassinato do primeiro-ministro de Israel. O povo que provocou a dispersão dos hebreus no século II e o povo que manteve o confronto com os israelenses desde 1948 são, respectivamente:
a) os egípcios e os iranianos.
b) os romanos e os palestinos.
c) os palestinos e os egípcios
d) os romanos e os iranianos
e) os egípcios e os palestinos.

6 - Os judeus foram dominados por diversos povos da Antiguidade, após seu estabelecimento na região da Palestina, no Oriente Médio. Qual das alternativas abaixo NÃO corresponde a um povo que dominou os judeus:
a) Fenícios.
b) Macedônios.
c) Romanos.
d) Assírios.
e) Babilônios.

7 - (UFMS/2005) Sobre a Bíblia e a história dos hebreus, é correto afirmar que:
a) a Bíblia é, ao mesmo tempo, o livro cujas traduções estão mais espalhadas pelo mundo e, segundo alguns historiadores, um dos menos lidos de todos os best-sellers. Além de ser um livro sagrado, ela também é uma importante fonte de pesquisa para o conhecimento da história dos hebreus.
b) o povo hebreu, do qual a Bíblia é originária, desde seus primórdios manifestou total desprezo pelas suas tradições escritas. Isso significa que, para eles, a tradição oral teve mais importância na transmissão de conhecimentos e costumes, enfim, para a manutenção de sua identidade.
c) na Bíblia, a história dos hebreus começa em Gênesis, quando Moisés, um dos patriarcas, recebeu a ordem de deixar a sua terra natal para ir rumo à terra que Deus lhe mostrou para nela se estabelecer.
d) embora a Bíblia seja considerada um livro sagrado, ela não deve ser vista como um documento que possa ser estudado por historiadores, pois religião e ciência são diferentes esferas do conhecimento.
e) a Bíblia, composta pelo Antigo e pelo Novo Testamento, é considerada integralmente um livro sagrado para cristãos, judeus e mulçumanos.

8 - (UFSC) "Subitamente, entreabria-se o quadro sonoro para irromper o coro das lamentações. Acabavam no ar, lucíolas extintas, os derradeiros sons da harpa de David; perdia-se em ecos a derradeira antístrofe de Salomão; [...]. Clamavam as imprecações do dilúvio, os desesperos de Gomorra; flamejava no firmamento a espada do anjo de Senaqueribe; dialogavam em concerto tétrico as súplicas do Egito, os gemidos de Babilônia, as pedras condenadas de Jerusalém."  (POMPÉIA, Raul. "O Ateneu". São Paulo: Ática, 1990. p. 37.)  Sobre os hebreus e os judeus julgue os itens a seguir:
a) no século XX, após a Segunda Guerra Mundial, com a criação do Estado de Israel pela ONU, os judeus voltaram a se reunir em um território.
b) no primeiro milênio a.C., os hebreus foram retirados à força de Canaã pelos egípcios, que os levaram ao vale do rio Nilo e os fizeram escravos. 
c) o dilúvio, narrado no Antigo Testamento, provavelmente foi inspirado em um relato muito mais antigo, conhecido pelos sumérios. 
d) a construção do Templo de Jerusalém por Salomão foi um marco na centralização política dos hebreus durante o período monárquico. 
e) a religião dos hebreus não teve qualquer importância na construção da identidade daquele povo.

9 - (UNESP) Na região onde atualmente se encontra o Líbano, instalou-se, no III milênio a.C., um povo semita, que passou a ocupar a estreita faixa de terra, com cerca de 200 quilômetros de comprimento, apertada entre o mar e as montanhas. Várias razões os levaram ao comércio marítimo, merecendo destaque sua proximidade geográfica com o Egito; a costa, que oferecia lugares para bons portos; e os cedros, principal riqueza, usados na construção de navios. O contido nesse parágrafo refere-se ao povo:
a) fenício.
b) hebreu.
c) sumério.
d) hitita.
e) assírio.

10 - Que característica da civilização fenícia foi herdada por civilizações da Europa Ocidental, como a grega e a romana, e que se destaca ainda hoje como uma das invenções mais importantes para o desenvolvimento da cultura humana?
a) a invenção da bússola.
b) o desenvolvimento da escrita alfabética.
c) a criação da pólvora.
d) a descoberta da fusão de metais, como o ferro.
e) o desenvolvimento do monoteísmo religioso.














“Educa a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.”
Provérbios 22,6

terça-feira, 30 de junho de 2020

Atividade: Antigo Egito


1 - Observe a imagem abaixo:

Na imagem é possível perceber a representação de um culto egípcio a um deus cujo símbolo é um disco solar. A adoração a esse deus representou uma revolução religiosa impulsionada por um faraó do Novo Império ao crescente poder que detinham os sacerdotes egípcios. Qual era esse faraó e qual sua ação revolucionária?

a) Faraó Tutancâmon e a transformação das pirâmides em templos.
b) Faraó Amenemhat III e a criação do politeísmo.
c) Faraó Amósis I e o fim da prática do antropozoomorfismo.
d) Faraó Amenófis IV e o fim do politeísmo.
e) Faraó Tutmés III e a adoção do monoteísmo.

2 - Em 3200 a.C., Menés ficou conhecido por ser o primeiro Faraó do Egito Antigo. Durante os seus reinados, os faraós possuíam bastante poder político e econômico. Diante disso, marque a alternativa correta sobre o que foi a Teocracia na civilização egípcia.
a) Os Faraós tinham autonomia política e econômica na civilização egípcia, mas, em relação à religião, eles não demonstravam tanta autoridade, pois os deuses eram considerados os mais poderosos pelos indivíduos egípcios.
b) Teocracia foi uma forma de governo no Egito Antigo em que os Faraós promoveram uma aliança entre religião e política, uma vez que eles eram adorados como deuses e respeitados como rei.
c) Um governo teocrático era simplesmente aquele em que os indivíduos eram governados por um Faraó que, apesar do grande poder político e econômico, não era visto como um deus.
d) Somente o Faraó Mentuhotep II, durante o Médio Império, conseguiu promover uma monarquia teocrática em que ele era visto como um deus perante os indivíduos egípcios.



3 – “A religião foi muito importante para a manutenção da ordem existente e, portanto, do domínio dos camponeses pelo Estado, chefiado por um “deus”, o Faraó”. (Vicentino, Claudio. História para o Ensino Médio: história geral e do Brasil: volume único. – São Paulo: Scipione, 2001.p, 44.)
Tendo como base o texto acima e os estudos sobre a organização política do império egípcio assinale a alternativa que apresenta corretamente o sistema político que vigorava no tempo dos faraós:
a) Democracia
b) República
c) Diarquia
d) Teocracia

4 – Analise a imagem abaixo:

Com base na imagem acima julgue os itens que se seguem em Certo ou Errado:
a) O faraó do antigo Egito era visto como uma figura divina, ou seja, juntamente com sua família ocupavam o topo da pirâmide social;
b) A sociedade egípcia era estratificada, sendo assim um camponês jamais ascenderia socialmente ao posto de nobre.
c) Os escravos na sociedade egípcia eram unicamente escravizados por sua condição étnica.
d) As mulheres eram prestigiadas, por isso elas tinham o direito de exercer qualquer função política, econômica ou social em igualdade com aqueles que eram da mesma categoria social.

5 – Analise a imagem abaixo:

Sobre o processo de mumificação assinale a alternativa correta:
a) Todos os habitantes do antigo Egito recebiam o mesmo tratamento no processo de mumificação;
b) É uma técnica utilizada pelos egípcios após a morte de algum indivíduo para o corpo ser conservado e a alma conseguir se separar do corpo;
c) Os órgãos eram retirados no processo de mumificação para evitar que assim a alma não atingisse o mundo dos mortos;
d) O processo de mumificação era realizado somente nos faraós.


6 - (UEPA/2014) Os escribas do Egito antigo ocupavam uma posição subalterna na hierarquia administrativa governamental frente à aristocracia burocrática. Sua posição social era inferior em relação aos conselheiros do Faraó, aos chefes da administração, à nobreza territorial, à elite militar e aos sacerdotes. Mas as características de seu ofício os afastavam de trabalhos forçados e das arbitrariedades das elites, que subjugavam e exploravam camponeses livres e escravos de origem estrangeira. Tal condição privilegiada se explicava:
a) por serem provenientes do meio social dos felás, camponeses livres, que investiam na formação educacional de seus filhos mais inclinados ao serviço público.
b) pelo domínio dos escribas dos segredos da escrita demótica e dos hieróglifos, do cálculo e, por conseguinte, da organização das atividades da administração pública.
c) pela dependência direta de faraós e altos funcionários reais relativa aos conhecimentos dos escribas, que formavam uma corporação intelectual dotada de poder político.
d) pelo domínio exclusivo dos escribas do idioma escrito, da matemática, da agrimensura e dos processos administrativos em geral.
e) pelas possibilidades de ascensão social dos escribas que, em função do sucesso de suas carreiras, poderiam ocupar posições no alto escalão da administração pública.

7 - (UFRGS) – Na África, durante a Antiguidade, entre 3000 a.C. e 322 a.C., desenvolveu-se o primeiro Império unificado historicamente conhecido, cuja longevidade e continuidade ainda despertam a atenção de arqueólogos e historiadores. Esse império
a) legou a humanidade códigos e compilações de leis.
b) desenvolveu a escrita alfabética, dominada por amplos setores da sociedade.
c) retinha parcela insignificante do excedente econômico disponível.
d) sustentou a crença de que o caráter divino dos reis se transmitia exclusivamente pela via paterna.
e) dependia das cheias do rio Nilo para a prática da agricultura.

8 – (ENEM/2009) O Egito é visitado anualmente por milhões de turistas de todos os quadrantes do planeta, desejosos de ver com os próprios olhos a grandiosidade do poder esculpida em pedra há́ milênios: as pirâmides de Gize, as tumbas do Vale dos Reis e os numerosos templos construídos ao longo do Nilo. O que hoje se transformou em atração turística era, no passado, interpretado de forma muito diferente, pois:
a) significava, entre outros aspectos, o poder que os faraós tinham para escravizar grandes contingentes populacionais que trabalhavam nesses monumentos.
b) representava para as populações do alto Egito a possibilidade de migrar para o sul e encontrar trabalho nos canteiros faraônicos.
c) significava a solução para os problemas econômicos, uma vez que os faraós sacrificavam aos deuses suas riquezas, construindo templos.
d) representava a possibilidade de o faraó ordenar a sociedade, obrigando os desocupados a trabalharem em obras públicas, que engrandeceram o próprio Egito.
e) significava um peso para a população egípcia, que condenava o luxo faraônico e a religião baseada em crenças e superstições.

9 – (UnB 1° Dia 2011/2 - Adaptado)



No Antigo Egito, grande parte das pinturas adornava as paredes das pirâmides e retratava a vida dos faraós, os feitos dos deuses e a vida após a morte. Considerando a arte no Antigo Egito e os aspectos estéticos apresentados nas figuras acima, julgue o item que se segue.
a) Na representação da figura humana nas pinturas e nos baixos-relevos do Antigo Egito, realçava-se a cabeça do retratado, de perfil, e os olhos, os braços e o tronco eram representados em posição frontal.
b) A escrita egípcia ficou caracterizada pelo uso do alfabeto, sendo assim as transcrições e traduções do Egípcio antigo para as línguas modernas foi mais fácil que outras línguas da antiguidade.
c) As pirâmides, templos e outras edificações egípcias eram adornadas com as inscrições em hieróglifos retratando as histórias dos faraós e de seus deles;
d) Os deuses egípcios nunca eram retratados nas pinturas, pois para os egípcios, isso seria um sacrilégio.

10 – (UnB 2018/1) Leia o fragmento de texto e julgue os itens a seguir: “O filme Deuses do Egito é mais branco que o Oscar 2016. E, naquele caso, há um agravante: o filme se passa em um país do norte da África. O elenco principal parece mais apropriado para uma lenda celta do que para o Egito antigo, pois quase todos os atores são brancos. Esse branqueamento histórico foi motivo de fortes críticas nos Estados Unidos. A produtora e o diretor pediram desculpas ao público. Eles repetiram a velha tradição hollywoodiana de colocar atores brancos nos papéis principais: Charlton Heston encenou Moisés em Os Dez Mandamentos (1956) e Elizabeth Taylor foi Cleópatra (1963). Ou seja: Hollywood não mudou. E não percebeu que o mundo à sua volta, sim”. (Ricardo Calil Polêmica racial encobre a ruindade do longa épico Deuses do Egito In: Folha de S. Paulo, 27/2/2016 Internet. - com adaptações)
a) O texto critica a escolha de atores brancos para o elenco principal do filme Deuses do Egito, com base no argumento de que, tal escolha, uma tradição hollywoodiana, é incoerente com as características da população do país onde a história se passa.
b) O texto aborda o racismo existente em Hollywood, por não aceitarem a grandeza da sociedade egípcia e sua etnia negra.
c) Os filmes citados no texto não retratam fielmente os aspectos étnico-culturais da sociedade egípcia.
d) Podemos estabelecer uma relação anacrônica, além do racismo, na representação etimológica equivocada da sociedade egípcia por Hollywood.


11 – (UnB 2018/1 - adaptado)  Leia o texto a seguir: “T’Challa é um rei-guerreiro da nação africana fictícia de Wakanda. O herói de rosto africano é a estrela do filme Pantera Negra, a primeira grande produção cinematográfica derivada dos quadrinhos da Marvel a trazer um protagonista e um elenco principal negros para o centro da tela. Subvertendo os estereótipos que frequentemente cercam o continente africano, Wakanda nunca foi colonizada. É extremamente desenvolvida, dona de uma secreta tecnologia avançada cuja estética se apoia no afrofuturismo”. (Tory Oliveira Pantera Negra e o racismo no universo nerd In Carta Capital, 11/2/2018 Internet - com adaptações)
A respeito dos sentidos e das estruturas linguísticas desse fragmento de texto e dos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue os itens.
a) A história africana é marcada pela existência de importantes Estados, impérios e civilizações detentoras de grande diversidade de estruturas societárias e culturais, tais como o Egito faraônico e os reinos de Kush, Gana, Mali, Songhai e Kongo.
b) No filme abordado no texto, as sociedades apresentadas são tecnologicamente inferiores as sociedades europeias.
c) O rei T’Challa, assim como os faraós antigos são adorados como um deus.
d) Wakanda, o reino fictício dos quadrinhos da Marvel é um exemplo de sociedade teocrática.



“Em tempos de crise, os sábios constroem pontes, enquanto os tolos constroem muros”
Rei T’Challa – Pantera Negra

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Sistema colonial: Exercícios (Parte 2)

Nessa segunda parte dos exercícios sobre o sistema colonial temos os seguintes temas:
- Mineração;
- entradas e bandeiras;
- Barroco

No link abaixo vocês encontraram o vídeo e os slides sobre a explicação das atividades;
https://artigosdehistoria.blogspot.com/2020/05/sistema-e-economia-colonial-parte-2.html

No final da atividade tem o vídeo com a explicação das questões.

bons estudos!


1 - (UNESP) "Nossa milícia, Senhor, é diferente da regular que se observa em todo o mundo. Primeiramente nossas tropas com que vamos à conquista do gentio bravo desse vastíssimo sertão não é de gente matriculada no livro de Vossa Majestade, nem obrigada por soldo, nem por pagamento de munição." (Carta de Domingos Jorge Velho ao rei de Portugal, em 1694.)
De acordo com o autor da Carta, pode-se afirmar que
a) os bandeirantes possuíam tropas de mercenários, pagas pela metrópole, com o objetivo de exterminar indígenas.
b) havia proibição oficial de capturar índios para a escravização e os bandeirantes pretendiam evitar ser punidos pelos colonos e pelos espanhóis.
c) os exércitos portugueses, organizados na colônia, tinham a particularidade de serem compostos por indígenas especializados em destruir quilombos.
d) algumas tribos indígenas ameaçavam a segurança dos colonos e as bandeiras eram tropas encarregadas de transportar os nativos para as reduções religiosas.
e) muitas das bandeiras paulistas eram constituídas por exércitos particulares, especializados em exterminar e capturar indígenas para serem escravizados.
2 - (Univali-SC) As expedições chamadas de Entradas e Bandeiras tinham como objetivo a procura de riquezas minerais e/ou a caça ao índio para escravizá-lo e vendê-lo no litoral. O papel histórico das Entradas e Bandeiras pode ser assim resumido:
a) Proporcionaram a ocupação do interior do Brasil e foram um dos elementos responsáveis pela expansão do território brasileiro.
b) Contribuíram para a implantação de uma nova política colonizadora, aproximando índios e colonos.
c) Iniciaram aproveitamento verdadeiro das terras agrícolas do oeste mudando a situação econômica da Colônia.
d) Por razões políticas e econômicas, contribuíram para a mudança da capital do Vice-Reino do Rio de Janeiro para a Bahia.
e) Respeitaram o Meridiano de Tordesilhas, evitando, assim, conflitos armados entre portugueses e espanhóis.
3 - Um dos principais bandeirantes paulistas foi Bartolomeu Bueno da Silva (filho), conhecido como Anhanguera. O principal feito de Anhanguera foi:
a) extinguir os últimos representantes da tribo tapajós.
b) derrotar os holandeses na segunda batalha dos montes Guararapes.
c) colonizar a região do extremo norte-nordeste, ao longo do rio Parnaíba, onde hoje se localiza o estado do Piauí.
d) colonizar a região do Brasil Central, onde hoje se localizam Goiás e Tocantins.
e) destruir o Quilombo dos Palmares, em Pernambuco.
4 - (UFU) A atividade bandeirante marcou a atuação dos habitantes da Capitania de São Vicente entre os séculos XVI e XVIII. A esse respeito, assinale a alternativa correta:
a) Buscando capturar o índio para utilizá-lo como mão de obra, ou para descobrir minas de metais e pedras preciosas, o chamado bandeirismo apresador e o prospector foram importantes para a ampliação dos limites geográficos do Brasil colonial.
b) As bandeiras eram empresas organizadas e mantidas pela Metrópole, com o objetivo de conquistar e povoar o interior da colônia, assim como garantir, efetivamente, a posse e o domínio do território.
c) As chamadas bandeiras apresadoras tinham uma organização interna militarizada e eram compostas exclusivamente por homens brancos, chefiados por uma autoridade militar da Coroa.
d) O que explicou o impulso do bandeirismo do século XVII foi a assinatura do tratado de fronteiras com a Espanha, que redefiniu a linha de Tordesilhas e abriu as regiões de Mato Grosso até o Rio Grande do Sul, possibilitando a conquista e a exploração portuguesa.
e) Derivado da bandeira de apresamento, o sertanismo de contrato era uma empresa particular, organizada com o objetivo de pesquisar indícios de riquezas minerais, especialmente nas regiões de Mato Grosso e Minas Gerais.
5 - (Fuvest) No século XVIII a produção do ouro provocou muitas transformações na colônia. Entre elas podemos destacar:
a) a urbanização da Amazônia, o início da produção do tabaco, a introdução do trabalho livre com os imigrantes.
b) a introdução do tráfico africano, a integração do índio, a desarticulação das relações com a Inglaterra.
c) a industrialização de São Paulo, a produção de café no Vale do Paraíba, a expansão da criação de ovinos em Minas Gerais.
d) a preservação da população indígena, a decadência da produção algodoeira, a introdução de operários europeus.
e) o aumento da produção de alimentos, a integração de novas áreas por meio da pecuária e do comércio, a mudança do eixo econômico para o Sul.
6 - (FUVEST – SP) A exploração dos metais preciosos encontrados na América Portuguesa, no final do século XVII, trouxe importantes consequências tanto para a colônia quanto para a metrópole. Entre elas podemos destacar:
a) o intervencionismo regulador metropolitano na região das Minas, o desaparecimento da produção açucareira do Nordeste e a instalação do Tribunal da Inquisição na capitania.
b) a solução temporária de problemas financeiros em Portugal, alguma articulação entre áreas distantes da colônia e o deslocamento de seu eixo administrativo para o centro-sul.
c) a separação e autonomia da capitania das Minas Gerais, a concessão do monopólio da extração dos metais aos paulistas e a proliferação da profissão de ourives.
d) a proibição do ingresso de ordens religiosas em Minas Gerais, o enriquecimento generalizado da população e o êxito no controle do contrabando.
e) o incentivo da Coroa à produção das artes, o afrouxamento do sistema de arrecadação de impostos e a importação dos produtos para a subsistência diretamente da metrópole.
7 - (UFCE) Leia o trecho abaixo.
"Na mineração, como de resto em qualquer atividade primordial da colônia, a força de trabalho era basicamente escrava, havendo entretanto os interstícios ocupados pelo trabalho livre ou semi-livre." (Souza, Laura de M. Desclassificados do Ouro: pobreza mineira no século XVIII. 3 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1990, p.68)
Com base neste trecho sobre o trabalho livre praticado nas áreas mineradoras do Brasil Colônia, é correto afirmar que:
a) devido à abundância de escravos no período do apogeu da mineração, os homens livres conseguiam viver exclusivamente do comércio de ouro.
b) em função da riqueza geral proporcionada pelo ouro, os homens livres dedicavam-se à agricultura comercial, vivendo com relativo conforto nas fazendas.
c) perseguidos pela Igreja e pela Coroa, os homens livres procuravam sobreviver às custas da mendicância e da caridade pública.
d) sem condições de competir com as grandes empresas mineradoras, os homens livres dedicavam-se à "faiscagem" e à agricultura de subsistência.
e) em função de sua educação, os homens livres conseguiam trabalho especializado nas grandes empresas mineradoras, obtendo confortáveis condições de vida.
8 - A atividade mineradora no Brasil concentrou-se, sobretudo, na região de Minas Gerais, onde foram construídas vilas e cidades como Ouro Preto, Mariana e Diamantina. Em cidades como essas, é possível ver até hoje os reflexos da vida social e cultural que surgiu em torno da mineração. Em termos artísticos, podemos dizer que o gênero de arte largamente praticado em Minas, na época da Mineração, foi:
a) o barroco
b) o realismo
c) o dadaísmo
d) o surrealismo
e) o expressionismo abstrato
9 - (UFES) A expansão do ouro aparentemente simples atraiu milhares de pessoas para a América Portuguesa cuja população estimada passou de 300 000 habitantes em 1690 para 2 500 000 em 1780. Metade desse aumento demográfico ocorreu na região mineradora. Considerando essas afirmações, pode-se afirmar que:
a) O denominado “ciclo do ouro” possibilitou uma espécie de atração centrípeta para o mercado interno desenvolvido pela mineração e, assim, contribuiu como fator de integração regional na América Portuguesa.
b) A população atraída para a mineração também desenvolveu intensa atividade agrária de subsistência, propiciando reconhecida autossuficiência que inibiu qualquer tipo de polarização.
c) O Regimento dos Superintendentes / Guardas-Mores e Oficiais Deputados para as Minas que em 1702 instituiu a Intendência das Minas mantinha rigorosa disciplina militar e constante vigilância na Estrada Real, impedindo o ingresso de emboabas e mascates nas regiões de ouro e diamantes.
d) O denominado “ciclo do ouro” ocasionou uma espécie de atração centrífuga, pois as riquezas auríferas de Goiás e da Bahia contribuíram para financiar simultaneamente o denominado renascimento agrícola no Nordeste do Brasil no final do século XVII.
e) A integração regional da América Portuguesa consolidou-se durante a União Ibérica (1580-1640) quando foi removida a linha de Tordesilhas, possibilitando a convergência das regiões de pecuária para o grande entreposto comercial que consagrou a região de Minas Gerais.
10 - (Unesp) "E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó e em moedas para os reinos estranhos e a menor é a que fica em Portugal e nas cidades do Brasil, salvo o que se gasta em cordões, arrecadas e outros brincos, dos quais se vêem hoje carregadas as mulatas de mau viver e as negras, muito mais que as senhoras". (André João Antonil. "Cultura e opulência do Brasil", 1711.)
No trecho transcrito, o autor denuncia:
a) a corrupção dos proprietários de lavras no desvio de ouro em seu próprio benefício e na compra de escravos.
b) a transferência do ouro brasileiro para outros países em decorrência de acordos comerciais internacionais de Portugal.
c) o prejuízo para o desenvolvimento interno da colônia e da metrópole gerado pelo contrabando de ouro brasileiro.
d) o controle do ouro por funcionários reais preocupados em esbanjar dinheiro e dominar o poder local.
e) a ausência de controle fiscal português no Brasil e o desvio de ouro para o exterior pelos escravos e mineradores ingleses.
11 - (UFMG) Leia o trecho de documento. “Senhor. Sendo como é a obrigação a primeira virtude, porque importa pouco zelar cada um o seu patrimônio, e descuidar-se da utilidade alheia quando lhe está recomendada, se nos faz preciso representar a Vossa Majestade a opressão universal dos moradores destas Minas involuta no arbítrio atual de se cobrarem os [impostos] de Vossa Majestade devidos, podendo ser pagos com alguma suavidade de outra forma sem diminuição do que por direito está Vossa Majestade recebendo, na consideração de que sejam lícitos os fins se devem abraçar os meios mais toleráveis..”. (REPRESENTAÇÃO DO SENADO DA CÂMARA DE VILA RICA AO REI DE PORTUGAL, 26 de dezembro de 1742). Nesse trecho, os oficiais da Câmara de Vila Rica estão-se referindo à cobrança do
a) dízimo eclesiástico, imposto que incidia sobre os diamantes extraídos no Distrito Diamantino.
b) foro enfitêutico, tributo cobrado proporcionalmente à extensão das sesmarias dos mineradores.
c) quinto do ouro, imposto cobrado por meio da capitação, que taxava também outras atividades econômicas.
d) subsídio voluntário, destinado a cobrir as despesas pessoais do Rei de Portugal.


"A experiência do ouro perdido em Minas Gerais – 'ouro branco, ouro negro, ouro podre', escreveu o poeta Manuel Bandeira –, como se sabe, não serviu para nada: o Brasil continua se desfazendo gratuitamente de suas fontes naturais de desenvolvimento."
Eduardo Galeno