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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Escravidão no Brasil: Exercícios


“Os africanos foram trazidos do chamado continente negro para o Brasil em um fluxo de intensidade variável. Os cálculos sobre o número de pessoas transportadas como escravos variam muito. Estima-se que, entre 1550 e 1855, entraram pelos portos brasileiros 4 milhões de escravos, na sua grande maioria jovens do sexo masculino”. (FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo,1995. p. 51.)
a)   eram chamados quilombos os espaços determinados para alojar os escravos destinados ao comércio e foram fundamentais na estrutura produtiva dos engenhos de açúcar.
b)   o dia da consciência negra celebra a assinatura da Lei Áurea no século XIX, que proclamou a liberdade dos escravos.
c)   aos escravos só restava a rebeldia como forma de reação, a qual se manifestava através do assassinato de feitores, das fugas e até do suicídio. Não havia qualquer forma de negociação com vistas a melhores condições de vida por parte dos negros.
d)   o Quilombo dos Palmares, organizado no interior do atual Estado de Alagoas, é considerado o mais importante do período colonial e foi liderado por Zumbi.
e)   no continente africano os vários povos estavam divididos em etnias organizadas em tribos, clãs e reinos. Apesar desta divisão, a unidade desses povos foi uma forma de resistirem à escravidão e não serem transformados em mercadoria.
f)     a Constituição de 1988 afirma que “cabe aos remanescentes das comunidades de quilombos que estejam ocupando suas terras o reconhecimento da propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos definitivos”. Este artigo da Constituição solucionou a “questão quilombola” no Brasil.
g)   através das obras do pintor e desenhista alemão Johan Moritz Rugendas, é possível conhecer aspectos do cotidiano da escravidão. Ele aqui esteve no século XIX e deixou preciosa fonte iconográfica sobre a vida no Brasil.

(PUC-RIO 2009)
Sobre as características da sociedade escravista colonial da América portuguesa estão corretas as afirmações abaixo, À EXCEÇÃO de uma. Indique-a.
a)    O início do processo de colonização na América portuguesa foi marcado pela utilização dos índios – denominados “negros da terra” – como mão-de-obra.
b)    Na América portuguesa, ocorreu o predomínio da utilização da mão-de-obra escrava africana seja em áreas ligadas à agro-exportação, como o nordeste açucareiro a partir do final do século XVI, seja na região mineradora a partir do século XVIII.
c)    A partir do século XVI, com a introdução da mão-de-obra escrava africana, a escravidão indígena acabou por completo em todas as regiões da América portuguesa.
d)    Em algumas regiões da América portuguesa, os senhores permitiram que alguns de seus escravos pudessem realizar uma lavoura de subsistência dentro dos latifúndios agroexportadores, o que os historiadores denominam de “brecha camponesa”.
e)    Nas cidades coloniais da América portuguesa, escravos e escravas trabalharam vendendo mercadorias como doces, legumes e frutas, sendo conhecidos como “escravos de ganho”.

(FUVEST 2009)
“Trabalho escravo ou escravidão por dívida é uma forma de escravidão que consiste na privação da liberdade de uma pessoa (ou grupo), que fica obrigada a trabalhar para pagar uma dívida que o empregador alega ter sido contraída no momento da contratação. Essa forma de escravidão já existia no Brasil, quando era preponderante a escravidão de negros africanos que os transformava legalmente em propriedade dos seus senhores. As leis abolicionistas não se referiram à escravidão por dívida. Na atualidade, pelo artigo 149 do Código Penal Brasileiro, o conceito de redução de pessoas à condição de escravos foi ampliado de modo a incluir também os casos de situação degradante e de jornadas de trabalho excessivas.” (Adaptado de Neide Estergi. A luta contra o trabalho escravo, 2007.) Com base no texto, considere as afirmações abaixo:
I. O escravo africano era propriedade de seus senhores no período anterior à Abolição.
II. O trabalho escravo foi extinto, em todas as suas formas, com a Lei Áurea.
III. A escravidão de negros africanos não é a única modalidade de trabalho escravo na história do Brasil.
IV. A privação da liberdade de uma pessoa, sob a alegação de dívida contraída no momento do contrato de trabalho, não é uma modalidade de escravidão.
V. As jornadas excessivas e a situação degradante de trabalho são consideradas formas de escravidão pela legislação brasileira atual.
(UDESC 2009)
“Em 17 de março de 1872 pelo menos duas dezenas de escravos liderados pelo escravo chamado Bonifácio avançaram sobre José Moreira Veludo, proprietário da Casa de Comissões (lojas de venda e compra de escravos) em que se encontravam, e lhe meteram a lenha . Em depoimento à polícia, o escravo Gonçalo assim justificou o ataque: Tendo ido anteontem para a casa de Veludo para ser vendido foi convidado por Filomeno e outros para se associar com eles para matarem Veludo para não irem para a fazenda de café para onde tinham sido vendidos.” (Apud: CHALHOUB, Sidney, 1990, p. 30 31)
Com base no caso citado acima e considerando o fato e a historiografia recente sobre os escravos e a escravidão no Brasil, é possível entender os escravos e a forma como se relacionavam com a escravidão da seguinte forma:

I – O escravo era uma coisa, ou seja, estava sujeito ao poder e ao domínio de seu proprietário. Privado de todo e qualquer direito, incapaz de agir com autonomia, o escravo era politicamente inexpressivo, expressando passivamente os significados sociais impostos pelo seu senhor.
II – Nem passivos e nem rebeldes valorosos e indomáveis, estudos recentes informam que os escravos eram capazes de se organizar e se contrapor por meio de brigas ou desordens àquilo que não consideravam justo , mesmo dentro do sistema escravista.
III – Incidentes, como no texto acima, denotam rebeldia e violência por parte dos escravos. O ataque ao Senhor Veludo, além de relevar o banditismo e a delinqüência dos escravos, só permite uma única interpretação: barbárie social.
IV – O tráfico interno no Brasil deslocava milhares de escravos de um lugar para outro. Na iminência de serem subitamente arrancados de seus locais de origem, da companhia de seus familiares e do trabalho com o qual estavam acostumados, muitos reagiram agredindo seus novos senhores, atacando os donos de Casas de Comissões, etc.
V – Pesquisas recentes sobre os escravos no Brasil trazem uma série de exemplos, como o texto citado acima, que se contrapõem e desconstroem mitos célebres da historiografia tradicional: que os escravos eram apenas peças econômicas, sem vontades que orientassem suas próprias ações.

(FUVEST 2009)
O Brasil ainda não conseguiu extinguir o trabalho em condições de escravidão, pois ainda existem muitos trabalhadores nessa situação. Com relação a tal modalidade de exploração do ser humano, analise as afirmações abaixo.
I. As relações entre os trabalhadores e seus empregadores marcam-se pela informalidade e pelas crescentes dívidas feitas pelos trabalhadores nos armazéns dos empregadores, aumentando a dependência financeira para com eles.
II. Geralmente, os trabalhadores são atraídos de regiões distantes do local de trabalho, com a promessa de bons salários, mas as situações de trabalho envolvem condições insalubres e extenuantes.
III. A persistência do trabalho escravo ou semi-escravo no Brasil, não obstante a legislação que o proíbe, explicase pela intensa competitividade do mercado globalizado.

(ADVISE 2009)
A escravidão negra no Brasil teve várias facetas. Dentre as assertivas a seguir, qual não pode ser considerada uma marca do escravismo brasileiro?
A)   A vida nos engenhos era dura e penosa. Por isso, a expectativa de vida dos escravos era muito pequena.
B)   Todos os escravos se reconheciam como iguais e lutaram juntos pelo fim da infame escravidão.
C)  O processo de derrocada da escravidão foi lento e gradual, durando, legalmente falando, quase quarenta anos (1850-1888).
D)  Era relativamente comum ao “preto forro”, caso tivesse algum pecúlio, adquirir um escravo.
E)   Os escravos que conseguiam, ao longo de muito anos de trabalho duro, juntar algum cabedal compravam a sua liberdade.

(UFPB 2008)
O texto, a seguir, retrata uma das mais tristes páginas da história do Brasil: a escravidão.
“O bojo dos navios da danação e da morte era o ventre da besta mercantilista: uma má­quina de moer carne humana, funcionando incessantemente para alimentar as plantações e os engenhos, as minas e as mesas, a casa e a cama dos senhores – e, mais do que tudo, os cofres dos traficantes de homens.” (Fonte: BUENO, Eduardo. Brasil: uma história: a in­crível saga de um país. São Paulo: Ática, 2003. p. 112).
A)   A mão-de-obra escrava no Brasil, diferente de outros lugares, não era permitida em atividades econômicas complementares. Por isso, destinaram-se escravos exclusivamente às plantações de cana-de-açúcar, às minas e à produção do café.
B)   A compra e posse de escravos, durante todo o período em que perdurou a escravidão, só foi permitida para quem pudesse manter um número de, pelo menos, 30 cativos. Essa proibição justificava-se, devido aos altos custos para se ter escravos.
C)  Muitos cativos, no início da escravidão, conseguiam a liberdade, após adquirirem a carta de alforria. Isso explica o grande número de ex-escravos que, na Paraíba, conseguiram tornar-se grandes proprietários de terras.
D)  Os escravos, amontoados e em condições desumanas, eram transportados da África para o Brasil, nos porões dos navios negreiros, como forma de diminuição de custos. Com isso, muitos cativos morriam antes de chegarem ao destino.



(UFSC 2011)
“A Anti-Slavery Internacional, organização não-governamental que atua no combate à escravidão no mundo contemporâneo, considerava que cerca de 25 milhões de pessoas eram vítimas do trabalho escravo em 2003. Dentre essas pessoas haveria trabalho infantil, exploração sexual e trabalhadores escravizados por dívida. Nesse mesmo ano, conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT), aproximadamente 25 mil pessoas estariam vivendo nessas condições no Brasil.” (CATELLI JUNIOR, Roberto. História – Texto e Contexto. São Paulo: Editora Scipione, 2007. p. 268.)
a)   dada à tradição de liberdade, a população indígena no Brasil nunca pode ser submetida à escravidão, optando-se, então, pela compra de negros da África.
b)   no Brasil do século XXI ainda existem pessoas que vivem em condições de escravidão, tanto em grandes fazendas quanto no meio urbano.
c)   em função das políticas de inclusão adotadas no Brasil nos últimos anos, as diferenças salariais desapareceram quando comparados os salários entre brancos e negros.
d)   hoje, a escravidão existente se relaciona diretamente a preconceitos étnicos e de cor, não tendo nenhuma relação com as condições sociais e a distribuição de renda.
e)   conflitos entre as várias tribos no continente africano fizeram com que negros escravizassem outros negros, vendendo-os como mercadorias.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ESCRAVIDÃO NO BRASIL: EXERCÍCIOS


01. A descoberta de novas terras por navegadores portugueses e espanhóis alimentou a imaginação dos europeus e fomentou uma visão paradisíaca do Novo Mundo. Com respeito a essa “visão do paraíso” nos trópicos, é correto afirmar:

a) Os europeus esperavam encontrar monstros e outras entidades mitológicas, o que se confirmou na presença de animais pré-históricos e seres humanos estranhos.

b) Os temores com relação ao inesperado levaram muitas vezes os europeus a demonstrar uma violência desumana contra os nativos do chamado Novo Mundo.

c) As descrições dos novos territórios, com suas florestas exuberantes e seus pássaros exóticos, vinham confirmar as expectativas de descoberta do Paraíso na Terra.

d) O encontro com seres de uma nova cultura, em um ambiente natural diferente, criou um clima propício ao entendimento mútuo e ao respeito pela vida humana, como era pregado pelos religiosos europeus.

e) Os primeiros colonizadores europeus ficaram maravilhados com a cultura indígena a ponto de sofrerem influência direta dos valores nativos.


02. Pero Vaz de Caminha, em sua carta ao rei D. Manoel, ressaltava que a salvação dos índios era a mais imediata contribuição à terra. Algumas décadas depois, o ensino colonial desenvolvia-se fortemente influenciado pela cultura religiosa do colonizador. Sobre os primeiros educadores da fase colonial, é correto afirmar que eles:

a) Conseguiram dissociar a evangelização do processo colonizador luso-brasileiro.
b) Permaneceram alheios ou indiferentes aos abusos praticados pelos senhores de escravos.
c) Presos às idéias etnocêntricas européias, ignoraram as línguas indígenas.
d) Pretenderam espalhar a fé, tomando novos súditos tementes a Deus e obedientes ao rei.
e) Tinham por objetivo promover à Igreja Católica, mantendo intacta a cultura indígena.


03. Os senhores poucos, os escravos muitos; os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus, os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome...
Estas palavras, do padre Antônio Vieira, descrevem bem a situação da sociedade colonial à época do apogeu açucareiro. A respeito, considere as afirmativas:

I. Os senhores eram os donos dos engenhos e da riqueza neles gerada; logo, podiam comer bem e vestir-se
luxuosamente.

II. Os escravos eram uma propriedade dos senhores, como qualquer outro objeto de sua lavoura e de seu engenho, não precisando de roupas e comendo apenas o mínimo necessário.

III. A Igreja Católica, inclusive os padres da Companhia de Jesus, admitiu em geral a escravidão africana, embora tenha combatido com coragem e tenacidade a escravização do indígena.

IV. A minoria dos senhores de terras e escravos temia as ações dos jesuítas, tal como haviam feito os holandeses em Pernambuco, em prol da libertação dos escravos dos engenhos e plantações.

Assinale:

a) Se somente as alternativas I e II estão corretas.
b) Se somente as alternativas II e III estão corretas.
c) Se somente as alternativas I, II e II estão corretas.
d) Se somente as alternativas II, III e IV estão corretas.
e) Se todas as alternativas estão corretas.


04. As expedições chamadas de Entradas e Bandeiras tinham como objetivo a procura de riquezas minerais e/ou a caça ao índio, para escraviza-lo e vende-lo no litoral. O papel das Entradas e Bandeiras pode ser assim resumido:

a) Determinam a ocupação efetiva do interior do Brasil e deram ao nosso país sua atual configuração geográfica.

b) Contribuíram para a implantação de uma nova política colonizadora, aproximando índios e colonos.

c) Iniciaram aproveitamento verdadeiro das terras agrícolas do oeste mudando a situação econômica da Colônia.

d) Por razões políticas e econômicas, contribuíram para a mudança da capital do Vice-Reino, do Rio de Janeiro para a Bahia.

e) Respeitaram o Meridiano de Tordesilhas, evitando, assim, conflitos armados entre portugueses e espanhóis.


05. O comércio das colônias espanholas, desde o início do século XVI, esteve subordinado a severas restrições, garantindo o monopólio e evitando o contrabando. Dentro desse quadro, foi adotando o sistema de porto único, que:

a) Garantia grande controle sobre as colônias, pois apenas o porto de Vera Cruz, no México, podia fazer transações comerciais com a Metrópole.

b) Conseguiu evitar o contrabando de metais preciosos, resguardando a riqueza colonial do ataque de piratas.

c) Permitiu grande desenvolvimento de Buenos Aires, responsável pelo escoamento da produção de prata da América do Sul.

d) Fez com que a Espanha mantivesse todo o território americano unido, constituindo uma imensa colônia.

e) Centralizou o comércio metropolitano em Sevilha, de onde partiam as frotas anuais para algumas regiões da América.


06. À medida que a empresa açucareira se expandia no Brasil, fez-se opção pela mão-de-obra escrava de origem africana, em substituição ao trabalho indígena. Esta opção pode ser explicada, porque:

a) O uso de escravos africanos alimenta o tráfico negreiro, tornando-o um dos mais lucrativos setores do comércio colonial.

b) Os indígenas eram selvagens e lutavam contra a escravidão, enquanto os negros eram dóceis e submissos.

c) Os indígenas eram frágeis fisicamente e adoeciam com facilidade, já os negros tinham uma constituição física forte, propícia ao trabalho braçal.

d) Os negros dominavam as técnicas do cultivo da cana, enquanto os indígenas não conheciam a agricultura, portanto, seu trabalho não era produtivo.

e) Os africanos resistiram ao escravismo através dos quilombos e das revoltas, mas foram mantidos na agricultura, porque os índios desconheciam essa atividade.

                    
07. As leis portuguesas do século XVI são dúbias com relação aos indígenas, proíbem a escravização do indígena, mas ao mesmo tempo abrem essa possibilidade em caso de “guerra justa”. Para os portugueses “guerra justa” significava:

a) A utilização da força para que esses povos pudessem participar do reino dos céus.
b) Aquela no qual o indígena tomava a iniciativa de agressão contra o branco.
c) O aprisionamento devido à necessidade vital de mão-de-obra.
d) A ação missionária do jesuíta para ensinar os valores da sociedade branca.
e) O uso da violência na formação dos aldeamentos, evitando a ação dos jesuítas.


08. Os donatários recebiam lotes em caráter hereditário, indivisíveis e inalienáveis no todo ou em parte. Vale dizer que o Estado concedia apenas a posse da terra, reservando para si a propriedade dela. As capitanias eram:

a) Porções territoriais na Colônia, cujo comércio era monopolizado pelo donatário, criando uma elite mercantil no Brasil.

b) Regiões doadas pelo rei a seus amigos, porém obrigados a produzir açúcar durante dez anos para garantirem a propriedade da terra.

c) Territórios coloniais controlados pela Metrópole através de funcionários especiais, os donatários.

d) Reflexo da incapacidade econômica da Coroa em promover diretamente a colonização, transferindo esse ônus à iniciativa privada.

e) Os elementos que permitiram a consolidação da aliança entre o rei e a burguesia, iniciada com a expansão marítima.


09. A organização do engenho exigia a utilização de numerosos trabalhadores na produção açucareira, estimulando a escravidão, já adotada por Portugal nas Ilhas Atlânticas, e que representava:

a) a efetivação do sistema capitalista na periferia do sistema colonial, fundamental para a acumulação de riquezas.

b) um grande retrocesso para Portugal, que desde o Renascimento Humanista havia abolido a escravidão de seus territórios.

c) uma contradição, pois nos países europeus desenvolvia-se a mentalidade liberal, antiescravista.

d) um choque com a Igreja Católica, contrária qualquer forma de escravidão, por considerar que todos são filhos de Deus.

e) a retomada do escravismo antigo, tal como no Império Romano, em que o escravo era utilizado em atividades variadas.


10. Na época da moagem de cana, os escravos trabalhavam dia e noite nos engenhos, em turnos, proporcionando grandes lucros aos proprietários. Para os escravos esse ritmo de trabalho era massacrante e em geral sobreviviam cerca oito anos nesse regime. A partir do texto e de seus conhecimentos é correto:

a) Durante a fase colonial, houve fugas de escravos dos engenhos e a formação, no sertão brasileiro, de mocambos que se transformaram em quilombos.

b) Tal situação determinou a ação dos latifundiários, no sentido de organizar expedições para o aprimoramento de indígenas.

c) O barateamento do preço de escravos, uma vez que a compra por parte dos latifundiários tendeu a aumentar.

d) Essa situação somente ocorreu no período de ocupação holandesa, pois a necessidade de manter os lucros e os gastos militares sobrecarregava os escravos.

e) Implementou-se no Brasil Colônia um sistema produtivo semelhante ao existente nas indústrias européias, onde o operário é superexplorado.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sugestão de atividade: escravidão


1 - (FATEC) A escravidão indígena adotada no início da colonização do Brasil, foi progressivamente abandonada e substituída pela africana, entre outros motivos, devido:
a) ao constante empenho do Papado na defesa dos índios contra os colonos.
b) à bem sucedida campanha dos jesuítas em favor dos índios.
c) à completa incapacidade dos índios para o trabalho.
d) aos grandes lucros proporcionados pelo tráfico negreiro aos capi¬tais particulares e à coroa.
e) ao desejo manifestado pelos negros de emigrarem para o Brasil em busca de trabalho.

2 - (Vunesp) “No Brasil, costumam dizer que para os escravos são necessários três “Ps”, a saber, pau, pão e pano. E, posto que comecem mal, principiando pelo castigo que é o pau, contudo, prouvera a Deus que tão abundante fosse o comer e o vestir como muitas vezes é o castigo. (André João Antonil, Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas, 1711)
a) Qual a crítica ao sistema escravista feita pelo autor do trecho apresentado?
b) Indique dois motivos que explicam a introdução da escravidão negra na porção americana do Império português.


3 - (Fafi-MG) Analisando as estruturas econômicas coloniais, o historiador Caio Prado Jr., assim se referiu ao tema da escravidão: “É aliás esta exigência da colonização que explica o renascimento, na civilização ocidental, da escravidão em declínio desde os fins do Império Romano e já quase extinta de todo neste século XVI em que se inicia aquela colonização”
A qual exigência da colonização o autor está se referindo?
a) Ao fato de o litoral brasileiro apresentar imenso potencial mineral e somente os escravos africanos terem a necessária técnica de extração.
b) À definição de uma colonização baseada na plantation, dentro dos padrões mercantilistas da época moderna.
c) À impossibilidade de se utilizar o trabalho escravo dos indígenas, visto que não se adaptaram de forma conveniente ao trabalho compulsório.
d) À especialidade própria das regiões americanas, que estavam a exigir a implantação de um amplo sistema de feitorias destinadas ao comércio dos produtos tropicais.


4 - (UFMG) Leia os versos:
"Seiscentas peças barganhei / - Que pechincha! - no Senegal / A carne é rija, os músculos de aço, / Boa liga do melhor metal. / Em troca dei só aguardente,/
/ Contas, latão - um peso morto! / Eu ganho oitocentos por cento / Se a metade chegar ao porto".
(Heinrich HEINE, apud BOSI, Alfredo. DIALÉTICA DA COLONIZAÇÃO. São Paulo: Cia. das Letras, 1992).
a) IDENTIFIQUE a atividade a que se referem esses versos.
b) Cada uma das estrofes desenvolve uma ideia central. IDENTIFIQUE essas ideias.


5 - (CESGRANRIO) No Brasil, o quilombo foi uma das formas de resistência da população escrava. Sobre os quilombos no Brasil, é correto afirmar que o(a):
a) maior número de quilombos se concentrou na região nordeste do Brasil, em função da decadência da lavoura cafeeira, já que os fazendeiros, impossibilitados de sustentar os escravos, incentivavam-lhes a fuga.
b) maior dos quilombos brasileiros, Palmares, foi extinto a partir de um acordo entre Zumbi e o governador de Pernambuco, que se comprometeu a não punir os escravos que desejassem retornar às fazendas.
c) existência de poucos quilombos na região Norte pode ser explicada pela administração diferenciada, já que, no Estado do Grão-Pará e Maranhão, a Coroa Portuguesa havia proibido a escravidão negra.
d) quase inexistência de quilombos no Sul do Brasil se relaciona à pequena porcentagem de negros na região, o que também permitiu que lá não ocorressem questões ligadas à segregação racial.
e) população dos quilombos também era formada por indígenas ameaçados pelos europeus, brancos pobres e outros aventureiros e desertores, embora predominassem africanos e seus descendentes.




segunda-feira, 4 de junho de 2012

Capoeira: Origens


Descobrindo a capoeira
Criada pelo negro escravo, como instrumento de sua luta pela libertação, a capoeira, mais do que um jogo, nasceu como uma arte marcial, uma luta, um instrumento de combate e resistência. Como não possuíam armas suficientes para combater à opressão de feitores e capitães do mato, os escravos utilizavam os movimentos da futura luta como recursos instintivos e naturais de preservação da vida, por intermédio do próprio corpo. Esses movimentos possivelmente foram, com o passar dos anos, sendo disfarçados pela ginga de corpo e um leve toque de dança, que acrescentava acrobacias, que mais tarde iriam se transformar no que chamamos hoje de “floreios”, que são movimentos manhosos, ágeis, espertos e traiçoeiramente defensivos, que servem para disfarçar o caráter belicoso da capoeira. De acordo com Rego “A capoeira foi inventada de divertimento, mas na realidade funcionava como faca de dois gumes. Ao lado do normal e do cotidiano, que era divertir, era luta também no momento oportuno”.(1968, p.35).

Um outro fator relevante sobre a capoeira è que, se por um lado ela não veio pronta e acabada da África, também não podemos dizer que a mesma se trata de uma criação genuinamente brasileira, pois, apesar de ter sido inventada no Brasil, muitos são os elementos dessa arte que nos remetem a “práticas” africanas. Portanto, preferimos acreditar que sua origem è afro-brasileira, entendendo a herança africana como matéria-prima e as condições sociais do Brasil escravista como catalisadoras do processo de criação e desenvolvimento dessa arte, haja vista que mesmo com a escravização de africanos para outros países, estes nunca denotaram indícios de existência da capoeira em seus territórios.

No caso da capoeira, tudo leva a crer que seja uma invenção dos africanos no Brasil, desenvolvidas por seus descendentes afro-brasileiros, tendo em vista uma série de fatores colhidos em documentos escritos e, sobretudo no convívio e diálogo constante com os capoeiras atuais e antigos que ainda vivem na Bahia. (REGO, 1968, p.31).
A capoeira hoje já é praticada, mesmo de forma pontual, em cerca de 140 países do mundo, mas nasceu aqui no Brasil. Sua origem deu-se, provavelmente, no grupo Bantú-Angolense, uma das divisões de povos mais fortes oriundas da África. Os negros desta região eram considerados altos, ágeis e fortes, com grande capacidade de adaptação cultural.
De acordo com Sodré (2005, p.153),

Vadiação e brincadeira são outros nomes com que os negros designavam o jogo da capoeira. Capoeira se luta, joga, brinca, é algo que se faz entre amigos e companheiros. Como? Primeiro, forma-se uma roda composta de dois e mais jogadores, berimbau (arco retezado por um fio de aço percutido por uma vareta e ao qual se prende uma cabaça capaz de funcionar como caixa de ressonância), pandeiros, caxixis ou reco-recos. Em seguida dois homens entram no circulo, abaixando-se na frente dos músicos, ao som dos instrumentos e de canções (chulas) específicas. Na capoeira dita de angola, ao se cantar a expressão “volta ao mundo” está dado o sinal para o início do jogo.
Marca de diversas rebeliões durante a existência da escravatura, a capoeira desenvolveu-se como uma luta de revide. Os 3,5 milhões de negros trazidos à força da África aprimoraram essa arte marcial e usaram-na sempre para enfrentar os ataques e desmandos de seus opressores. Enfim, nas três regiões que mais acolheram negros africanos, Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia, a capoeira era utilizada com o fim de acabar com a dominação e a exploração das elites e, ainda, na luta pela liberdade.

A dominação, a perseguição e a discriminação aos negros fizeram, paradoxalmente, com que a capoeira ganhasse cada vez mais força no Brasil com o decorrer do tempo. A Abolição da Escravatura é um exemplo. Em 1888, quando da promulgação da Lei Áurea, o governo baixou um decreto que autorizava a entrada no país de africanos e asiáticos, somente mediante a aprovação do Congresso Nacional, tornando o que era para ser um avanço, mais uma forma explícita de discriminação.


A “abolição”, aliás, deixou uma herança maldita para os ex-escravos, “libertos”. Não tinham acesso aos meios de produção e à educação, não possuíam condições mínimas de enfrentar o mercado de trabalho, nem receberam um só trocado como indenização ou algo semelhante. Por tal razão, foram jogados nas ruas e infelizmente não tiveram outra opção, num primeiro momento, a não ser cair numa condição de marginalidade.


Foram tempos de grande sofrimento e de enorme confusão para a população negra e suas lideranças. Afinal, estavam “livres”, mas não tinham para onde ir, onde trabalhar, o que comer e nem o que vestir. As elites aproveitaram e deram uma “ajuda”: associaram a imagem do negro à de um “agente criminoso”, vadio, malandro e capadócio. A perseguição continuava e a exploração também. Praticamente, nada foi feito pela integração social do cidadão negro “libertado” pela lei de 13 de maio.

Chegada a década da abolição - em 1880 - os negros estão nas ruas, o ambiente é crítico e caótico, e as condições já são bem favoráveis tanto à abolição quanto ao golpe militar que vai derrubar a Monarquia em 1889. [...]
Este golpe vai organizar o caos – e organizar o caos significa disciplinar a população negra, pois o caos eram os negros fujões; eram os quilombos na periferia da cidade; eram os negros libertos perambulando para baixo e para cima; era uma quantidade infinita de capoeiras – mais especificamente no rio de Janeiro – que, em maltas ou individualmente, vendiam indiscriminadamente seus serviços para abolicionistas, liberais, conservadores, monarquistas e republicanos. (CAPOEIRA, 1992, p. 35)

A República, que sucedeu o Império, manteve os grilhões e herdou seus preconceitos. Enquanto o poder público classificava a capoeira como crime, políticos sem escrúpulos e seus aliados aproveitavam-se da total miséria da comunidade negra para transformá-la em massa de manobra. Os negros, sem dinheiro e sem recursos para sobreviverem eram contratados para milícias particulares, para expandir os domínios desses políticos e para exterminar seus rivais. A capoeira nasceu da necessidade de libertação de um povo escravizado e, evidentemente, revoltado. Segundo Sodré (2005, p.155),
A crônica da capoeira até quase o fim do império revela disposições permanentes de resistência marcial aos dispositivos repressivos de ordem escravagista. Desde pouco antes da abolição e durante a primeira república, os capoeiristas passaram a ser usados, sobretudo no Rio de Janeiro, como capangas, (às vezes contra os próprios negros ou contra republicanos) por políticos e pessoas de influência. Não sendo esse o caso, o capoeirista era freqüentemente apontado como autor de tropelias e desordens, suscitando mais uma vez medidas legislativas específicas.
Apesar de perseguida no século XIX, a prática da “capoeiragem” recebeu um tratamento criminal oficial em todo o território nacional somente a partir da República. O Código Penal da República oficializou este tratamento:
Art. 402. Fazer nas ruas e praças públicas, exercícios de agilidade e destreza corporal conhecida pela denominação capoeiragem (...) Pena: de prisão celular por dois a seis meses.
Parágrafo Único: É considerada circunstância agravante pertencer o capoeira a algum bando ou malta.
Art. 404. Se nesses exercícios de capoeiragem perpretar homicídio, praticar alguma lesão corporal, ultrajar o poder público e particular, perturbar a ordem, a tranqüilidade ou segurança pública ou for encontrado com armas incorrerá cumulativamente nas penas cominadas para tais crimes.(REGO, 1968, p.292).

A capoeira continuou perseguida, enquadrada como crime no começo do século passado. Mas resistiu, com seus fundamentos e sua filosofia. Mais tarde, começou a ganhar consistência como traço de uma cultura popular. Ainda neste sentido, Sodré (2005, p. 155) faz o seguinte registro:
Mas a capoeira implicava, como toda estratégia cultural dos negros no Brasil, um jogo de resistência e acomodação. Luta com aparência de dança, dança que aparenta combate, fantasia de luta, vadiação, mandinga, a capoeira sobreviveu por ser jogo cultural. Um jogo de destreza e malicia em que se fingi lutar, e fingi-se tão bem que o conceito de verdade da luta se dissolve aos olhos do espectador e – ai dele – do adversário desavisado.
Surgiram, então, os amantes e divulgadores da capoeira como luta e outros que a enxergavam como parte do “folclore” e da cultura do negro descendente de africanos. Vicente Ferreira Pastinha, o baiano Mestre Pastinha, foi um dos maiores nomes da capoeira no final do século XIX e início do século XX. Fundou o Centro Esportivo de Capoeira Angola, na Bahia, mantendo os fundamentos da capoeira e até implantando alguns de sua própria criação.

Mestre Pastinha foi o mais célebre representante da Capoeira de Angola (posteriormente, assim chamada), dedicando toda sua vida para valorizar essa manifestação, genuinamente afro-brasileira.


A Capoeira Regional, típica da cultura baiana, foi criada em 1928, por Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, e era focada na luta. Ele utilizou nessa criação os seus amplos conhecimentos da Capoeira tradicional e do Batuque.


Alguns estudiosos consideram a Capoeira tradicional mãe da Capoeira Regional, que também recebeu a influência do Batuque, que é uma luta aguerrida, violenta, cujo objetivo é jogar o adversário no chão usando apenas as pernas. "Em 1928 eu criei, completa, a regional" disse Mestre Bimba, esclarecendo que "é o Batuque misturado com a capoeira tradicional, com mais golpes. Uma verdadeira luta, boa para o físico e para a mente”.


Mestre Bimba adquiriu a condição de Mestre de Capoeira, graças ao reconhecimento popular, ao seu trabalho e pelo respeito da sociedade baiana. Isso numa época em que as perseguições às manifestações da cultura negra eram muito intensas e cruéis. Através de seu trabalho e esforço, a capoeira ganhou características desportivas fundamentais no processo de massificação.


Hoje, presenciamos uma explosão dessa arte nacional. No Brasil, existem 6 milhões de praticantes. Só em São Paulo existem 6 mil e quinhentas academias de capoeira registradas. Se considerarmos o fato de ter sido crime sua prática no começo do século passado, é um enorme avanço.


A capoeira é, por tudo isso, sua história e origem, um potente instrumento de educação e integração social. Ela nasceu da luta contra a exclusão; combateu, desde os primórdios da escravidão, a opressão. É uma arte que demonstra ser possível viver em harmonia independente da cor da pele ou origem social.



fonte:http://www.guetocapoeira.org.br/oqueecapoeira.html

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O sistema de cotas: a favor ou contra?


A origem histórica das cotas em Universidades

Quando o Brasil libertou os escravos oficialmente em 1888 com a Lei Áurea, não se estabeleceu uma política pública para habilitar os agora ex-escravos para o mercado de trabalho e não tinham também uma assistência social para moradias dentre outros serviços básicos oferecidos para a população. A marginalização dessa população negra ex-escrava deu origem a uma característica brasileira que reflete até hoje na sociedade: a constituição dos cortiços, das favelas eram em sua grande maioria composta pelos escravos alforriados. Durante grande parte da história do Brasil a educação era dirigida as elites agrárias e eram de origem étnica branca, sendo renegada a população branca pobre e os negros. A partir da Constituição de 1988 passou a se preocupar com inserção da população marginalizada nos vários níveis de ensino, sobretudo no nível superior. Ao analisarmos a quantidade de alunos negros e brancos dentro das universidades percebe-se que os alunos negros são a minoria sendo que no Brasil é maioria da população é composta por negros e descendentes. As cotas para a etnia negra veio com a intenção de sanar uma dívida histórica com a população alforriada e consequentemente seus descendentes. Porém as cotas não levam em consideração outra deficiência de políticas públicas no Brasil que são os brancos pobres que também ficaram a margem da sociedade e juntamente com os negros formaram os cortiços e favelas do país. Para estabelecer se as cotas são corretas ou não é necessário identificar suas raízes históricas, porém hoje não somente os negros que sofreram com a marginalização, existem também outras pessoas que participaram desse processo de discriminação social. As cotas servem como um paliativo para minimizar a exclusão da população negra do processo de ensino superior, mas essa medida em longo prazo não atende a todas as necessidades da população pobre brasileira. Precisamos estender esse benefício aos alunos advindos das escolas públicas e com comprovação de baixa rende deveriam fazer parte dessa política pública.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Poesia: Navio Negreiro Castro Alves

POST ORIGINAL NO BLOG: http://falando-historia.blogspot.com/2011/11/navio-negreiro.html



Descrição do vídeo:
Com imagens do filme Amistad, realizado por Steven Spielberg. Escute Tragédia no mar (ou O navio negreiro) de Castro Alves, na voz de Paulo Autran.
O poeta Castro Alves escreveu O navio negreiro aos 22 anos, em 1869. A lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico de escravos, fora promulgada quase vinte anos antes. Cada parte do poema tem métrica própria, de maneira que o ritmo de cada estrofe retrata a situação apresentada nela.

Narração de Paulo Autran


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Resumo básico da Economia açucareira no Brasil


Tema 1 - A economia açucareira:
Os negócios na colônia:
Por que Portugal escolheu o açúcar?
·        Experiência anterior (Ilhas do Atlântico);
·        Banqueiros e grupos comerciais europeus para financiamento da produção;
·        Grande quantidade de terras férteis na colônia.
No Brasil existiam outras atividades produtivas?
·        Produção de alimentos para consumo interno;
·        Criação de gado;
·        Artesanato.
Onde se produziu o açúcar no Brasil?
·        O nordeste brasileiro foi o principal produtor, sobretudo a Bahia e Pernambuco;
·        Essas capitanias eram privilegiadas por meio dos rios navegáveis e a proximidade com a metrópole, além das amplas faixas de terra cultiváveis.
A organização da produção do açúcar:
·        Latifúndios: tem origem nas sesmarias, no qual o donatário arrendava a terra a terceiros para sua exploração.
·        Os portugueses não controlavam todo o processo de produção. Devido à falta de recursos, muitos colonos pegavam dinheiro emprestado com Holandeses para financiar a compra de escravos, equipamentos, etc.
Os senhores de Engenho
·        Engenho: local destinado a produção de açúcar.
·        A composição do Engenho: plantação de cana, engenho, residência do Senhor e dos escravos.
·        Lavradores: Proprietários e Arrendatários (tinham um menor lucro).

Tema 2 - A ocupação do Nordeste pelos holandeses
O início da globalização: problemas na Europa, efeitos no Brasil:
·        A complexa relação entre Portugal, Espanha e Holanda:
·        Sem dinheiro para produzir o açúcar, Portugal dependia de investimento estrangeiro. Neste caso, a Holanda. E como pagamento, os navios holandeses faziam o transporte do açúcar brasileiro para a Europa;
União Ibérica? Portugal e suas colônias estão sob domínio espanhol:
·        Dom Henrique 1580 morre sem herdeiros legítimos (era bispo católico), O rei espanhol Filipe II era da família real portuguesa e assim invadiu o território português e o conquistou;
·        Por 60 anos Portugal e suas colônias ficaram sob domínio espanhol (1580 - 1640). Este período ficou conhecido como União Ibérica.
Por que a Holanda invadiu o Brasil?
·        A Holanda era província da Espanha. O rei Filipe II proibiu os Holandeses de comercializar com as colônias portuguesas. Somando esse acontecimento com os inúmeros impostos cobrados e a diferente cultura, os holandeses invadem territórios extremamente lucrativos para a Espanha: escravos na África e açúcar no Brasil.
·        A companhia das Índias Ocidentais (1624 - 1654): Responsáveis pela ocupação do território brasileiro:
·        Primeiramente os holandeses invadiram a Bahia, porém não conseguiram a dominação por completa e foram expulsos. Seguindo assim para Pernambuco;
·        Na capitania de Pernambuco os holandeses vão se fixar em Olinda e pouco tempo depois mudar a capital para Recife.
O domínio holandês no Brasil:
·        Os colonos primeiramente ficaram cautelosos com a presença estrangeira, porém os holandeses só queriam lucrar com o comércio do açúcar.
·        Crescimento urbano e cultural de Recife;
·        Tolerância religiosa e política;
·        (1637 - 1644) Maurício de Nassau: governador holandês em Pernambuco: concedeu empréstimos, fez alianças a fim de retomar os lucros após os conflitos contra os portugueses.
Restauração:
·        D. João IV: em 1640, Portugal recupera sua independência, porém nem todos seus territórios coloniais.
·        Devido às dificuldades financeiras, o nordeste ainda ficou sob o domínio holandês;
As disputas entre colonos e holandeses;
·        Devido à queda no preço do açúcar, os holandeses aumentaram a cobrança de impostos dos colonos;
·        Portugal não conseguia formar um exército capaz de tomar o Nordeste novamente, por isso os colonos criaram milícias;
·        Insurreição Pernambucana: Capitulação da Campina da Taborda: retirada do território brasileiro; Porém a paz definitiva veio somente em 1661.
Tema 3 - A vida nos engenhos
A vida nos engenhos era marcada por: trabalhos pesados, violência, festas, atividades religiosas, encontros de negócios e brincadeiras infantis.
·        Quem eram os senhores de engenho? Grandes proprietários de terras, escravos e recursos financeiros;
·        Passavam pelos senhores uma grande quantidade de atribuições, desde a administração das fazendas como minimizar problemas naturais e a acomodação de visitantes.
Trabalhadores livres? Especializados? Existiam na Colônia?
·        Todo o processo de produção do açúcar era feito pelos escravos, porém eram orientados por trabalhadores especializados como:
·        Feitores: Escolhiam onde se deveria plantar, como plantar, que tipo de cana para o clima.
·        Mestre de açúcar: maior cargo na produção. Ele é que determina a qualidade do açúcar;
·        Purgador: Cuidava do processo de clareamento do açúcar;
·        Caxeiro: coordenava a embalagem e os impostos da produção e outro caxeiro era responsável pela distribuição.
A vida do escravo:
A vida dos escravos assim que entravam nos navios era transformada completamente. Quais as condições do escravo na colônia?
·        Trabalhos insalubres;
·        Moradias precárias;
·        Alimentação insuficiente;
·        Castigos físicos, Metais, etc;
·        Eram tratados como mercadorias. E quando um senhor comprava vários escravos, trazia para sua fazenda, escravos de diferentes regiões para dificultar revoltas organizadas.
·        Os ladinos e boçais: Ladinos eram os escravos que se adaptaram mais facilmente aos trabalhos nas lavouras e/ou já tinham um conhecimento artesanal anterior a sua condição de escravo, além de se adaptar também a língua portuguesa. Já os boçais são escravos que não se adaptaram a língua ou também não conseguiram aprender rapidamente um novo ofício. Estes eram enviados para a lavoura e trabalhos mais pesados.
O que é a Casa-grande?
·        Representava o poder do senhor de engenho. Era a sede do Latifúndio. Além da moradia do senhor e sua família;
O que é a Senzala?
·        Representava a desvalorização do escravo frente os homens livres e seus senhores. Era um local destinado ao descanso dos escravos e realização de seus costumes.

Tema 5 - Trocas e Conflitos: qual relação predominou entre escravos e senhores?
Convivência:
·        Além da violência, estabeleceu-se também uma relação paternal, já que para o senhor de engenho, o escravo era um bem material e sua morte causaria prejuízo a sua família.
·        Ama-de-leite: muitas vezes os filhos dos “brancos” eram alimentados por escravas;
·        As crianças filhas dos senhores também brincavam com os filhos dos negros escravizados.
A miscigenação:
·        A baixa ocorrência de movimentos puramente raciais no Brasil colonial deve-se ao fato, dentre outros motivos, de que muitos homens brancos tiveram relações com negras ou mulatas, gerando assim no Brasil colonial uma indistinção de etnias: Negro, Branco, Índio. O Brasil era formado por todas as etnias. Esses filhos de brancos livres com escravos obtinham, às vezes, a alforria (carta de libertação) de seu pai, ou sua liberdade era alcançada em acordos, ou acordos feitos entre proprietário/pai e a mãe, etc.
Sincretismo Religioso:
·        A religião dos africanos era vista pelos católicos aqui no Brasil como feitiçaria;
·        Para continuar seu culto e não perder sua identidade, os escravos absorveram parte da cultura católica substituindo santos pelos seus deuses.
Mas a história não tem só um lado:
·        Os castigos eram demasiadamente altos, mesmo com uma legislação proibindo-os;
·        Violência contra as escravas;
·        Alta taxa de mortalidade;
·        Baixa taxa de longevidade.
Tema 6 - Nem só de açúcar vivia a colônia
A economia brasileira:
·        Criação de gado: nordeste e sul - mercado interno
·        Rio São Francisco - escoamento da produção e abastecimento da população;
·        O fumo e o algodão: o fumo era destinado ao mercado europeu e para a troca de escravos na África. O algodão só veio a ter importância internacional a partir do século XVIII.
A produção de alimentos:
·        Devido aos grandes latifúndios e seu constante aumento de áreas plantadas, a produção para o mercado interno diminuía;
·        Elevação dos preços e falta de alimentos;
·        A alimentação na colônia baseava-se na alimentação indígena.










Bons estudos!!!
Equipe de História

“Bendito aquele que semeia livros e faz o povo pensar.”
Castro Alves